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Prisão de Thiago Ávila é prorrogada pela Justiça de Israel

A Justiça de Israel decidiu manter a prisão de Thiago Ávila e Saif Abu Keshek, envolvidos em ação em favor do Hamas. O Brasil e a Espanha...

O Tribunal de Ashkelon, em Israel, prorrogou a prisão do brasileiro Thiago Ávila e do espanhol Saif Abu Keshek até o dia 10 de setembro. A decisão foi tomada em audiência realizada na terça-feira, 5. As autoridades israelenses acusam os dois de fazer parte de uma organização que é considerada proibida pelos Estados Unidos, atuando em apoio ao grupo Hamas.

A prisão ocorreu no contexto de uma flotilha composta por mais de 50 embarcações que buscavam furar o bloqueio naval na Faixa de Gaza. Na madrugada de quinta-feira, 30, as forças militares israelenses interceptaram as embarcações em águas internacionais. Enquanto isso, outros 175 ativistas que estavam na missão foram liberados assim que as embarcações chegaram à Grécia.

O Ministério das Relações Exteriores de Israel alegou que Thiago Ávila possui ligações com a Conferência Popular para os Palestinos no Exterior (PCPA), uma entidade que, segundo o Departamento do Tesouro dos EUA, opera de forma clandestina em prol do Hamas. O governo israelense ainda classifica Saif Abu Keshek como um membro significativo da organização e investiga Ávila por supostas atividades ilegais.

Em resposta às acusações, a ONG Adalah, que defende os direitos dos detidos, relatou que os ativistas estão enfrentando interrogatórios que podem durar até oito horas. A organização também afirmou que os presos ficam em celas com luzes acesas continuamente e são obrigados a circular com os olhos vendados. O governo de Israel, no entanto, refuta as alegações de maus-tratos e nega qualquer forma de violência durante a detenção.

No âmbito diplomático, o Itamaraty do Brasil emitiu uma nota em conjunto com o governo da Espanha, na qual condena as detenções de Ávila e Keshek. No documento, a ação israelense é classificada como um "sequestro", e o governo brasileiro exige a devolução segura dos cidadãos. O Brasil argumenta que a abordagem ocorreu fora da jurisdição israelense, o que contraria o direito internacional.

Os organizadores da flotilha afirmam que as embarcações estavam localizadas a mais de mil quilômetros da Faixa de Gaza no momento da abordagem militar, descrevendo a operação como uma "armadilha no mar". Thiago Ávila já havia enfrentado uma situação semelhante em 2025, quando participou de uma missão com a ativista Greta Thunberg, sendo deportado naquela ocasião.

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