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China protege refinarias diante de sanções americanas relacionadas ao Irã

Em resposta às sanções dos EUA, a China tomou medidas para proteger suas refinarias que importam petróleo do Irã, considerando as restrições como violações do Direito Internacional....

O governo chinês anunciou no último sábado, 2, a implementação de uma ordem que visa proteger cinco refinarias nacionais das sanções impostas pelos Estados Unidos, que as acusam de adquirir petróleo do Irã. Essa ação se dá em um contexto em que o Departamento do Tesouro dos EUA, em abril, havia determinado medidas que impedem essas refinarias de acessar o sistema financeiro americano, estabelecendo punições para qualquer entidade que realizasse negócios com elas.

Em resposta a essa situação, o Ministério do Comércio da China emitiu uma ordem que proíbe o cumprimento das sanções, argumentando que tais restrições infringem o Direito Internacional e prejudicam negócios legítimos com outras nações. O ministério considerou as sanções como uma afronta à soberania e à segurança nacional da China, ressaltando sua intenção de proteger os interesses do país. O governo chinês reiterou sua oposição a sanções unilaterais que não têm respaldo da ONU ou fundamento legal.

As sanções dos EUA afetam a Hengli Petroquímica (Dalian) e mais quatro refinarias independentes, conhecidas como “refinarias de bule de chá”, que desempenham um papel importante na segurança energética do país. A lista de refinarias inclui: Shandong Jincheng Petrochemical Group, Hebei Xinhai Chemical Group, Shouguang Luqing Petrochemical e Shandong Shengxing Chemical.

O governo americano alegou que as empresas chinesas são responsáveis pela maior parte das importações de petróleo do Irã, afirmando que essa situação representa uma fonte crucial de receita para o regime iraniano e suas forças armadas. O Tesouro dos EUA indicou que a Hengli Petrochemical (Dalian) Refinery Co., Ltd. se tornou uma das principais clientes de Teerã, adquirindo bilhões de dólares em produtos petrolíferos. Desde 2023, essa refinaria tem recebido cargas de petróleo iraniano de embarcações que fazem parte de uma frota sancionada, com a entrega ao mercado chinês ultrapassando 5 milhões de barris.

No ano anterior, a administração Trump já havia imposto sanções semelhantes às refinarias mencionadas, além de outras empresas do setor. A China, que obtém mais da metade de seu petróleo do Oriente Médio, especialmente do Irã, manteve um alto volume de importações. Dados da Kpler apontam que, em 2025, mais de 80% do petróleo exportado pelo Irã tem como destino o mercado chinês.

As “refinarias de bule de chá” operam de maneira independente e possuem menor porte em comparação com as grandes estatais, como a Sinopec. Elas desempenham um papel estratégico na segurança energética chinesa, especialmente por se beneficiarem de petróleo vendido a preços reduzidos por países que estão sob sanção internacional, como Irã, Rússia e Venezuela. Embora essas refinarias representem cerca de um quarto da capacidade total de refino do país, elas atuam com margens de lucro mais baixas.

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