As obras de ampliação do Aeroporto Internacional Afonso Pena, localizado em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, estão oficialmente autorizadas a começar. Na última sexta-feira, dia 31, o Instituto Água e Terra (IAT), vinculado ao Governo do Paraná, emitiu a Licença de Instalação do projeto, que é válida até 2032. A concessão foi direcionada à Concessionária do Bloco Sul S.A., que administra o aeroporto desde 2021.
A nova pista terá uma extensão de 3 mil metros e largura de 45 metros, fazendo parte de um projeto abrangente de modernização do principal aeroporto do Estado. Além da pista, o projeto inclui a construção de acostamentos pavimentados, áreas de segurança nas cabeceiras, plataformas para contenção do jato de motores e a criação de seis novas pistas de táxi, que vão integrar a nova estrutura ao restante do complexo aeroportuário.
Pedro Luis Fuentes Dias, tesoureiro do Movimento Pró-Paraná, considera que a autorização do IAT é uma etapa crucial para a concretização do projeto. Segundo ele, a licença foi concedida após uma análise técnica rigorosa que levou em conta os impactos sociais e econômicos, além da preservação da flora e fauna locais.
Dias ressaltou que a nova pista permitirá ao Afonso Pena elevar sua capacidade operacional, o que é essencial para a expansão das ligações internacionais. Ele enfatizou que a obra é vital para que o aeroporto possa oferecer voos diretos para a Europa, por exemplo.
Do ponto de vista econômico, a ampliação do terminal é vista como um fator que pode aumentar a competitividade do Paraná, facilitando o transporte de passageiros e cargas valiosas. Setores como a indústria, agronegócio, tecnologia e comércio exterior devem se beneficiar com essa melhoria na infraestrutura.
Além disso, a obra pode tornar a Região Metropolitana de Curitiba mais atrativa para novos investimentos, impulsionando áreas relacionadas ao turismo, hotelaria, serviços e logística. Contudo, é importante destacar que a nova pista, por si só, não garante a operação de voos internacionais diretos, uma vez que isso depende da demanda de passageiros e cargas, do interesse das companhias aéreas e das condições do mercado.







