O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu suspender o julgamento da liminar do ministro Kassio Nunes Marques, que impediu a divulgação de uma pesquisa realizada pela AtlasIntel. Este levantamento indicava uma queda de seis pontos percentuais na intenção de voto do senador Flávio Bolsonaro (PL) em um possível confronto direto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais.
A interrupção do julgamento ocorreu após a ministra Estela Aranha solicitar um pedido de vista. Até o momento da suspensão, apenas o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, havia votado. Ele defendeu a manutenção de sua decisão anterior e sugeriu que a Corte estabeleça critérios mais rigorosos para a realização de pesquisas eleitorais.
Durante a sessão, Nunes Marques destacou que o CEO da AtlasIntel reconheceu a existência de um viés político nas perguntas formuladas aos entrevistados, o que poderia ter influenciado as respostas sobre a candidatura de Flávio Bolsonaro. O Partido Liberal (PL) havia protocolado um pedido para impugnar a pesquisa, alegando que as questões formuladas induziam os eleitores de maneira negativa em relação ao senador.
Conforme a argumentação do PL, a pesquisa da AtlasIntel poderia ter influenciado a percepção dos entrevistados devido a perguntas que relacionavam Flávio Bolsonaro a investigações sobre o Banco Master e ao financiamento do filme Dark Horse, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. O partido afirmou que expressões como “esquema de fraudes financeiras” e “escândalo” poderiam distorcer as respostas dos participantes.
A pesquisa em questão foi divulgada em 19 de maio e, , o TSE deve definir regras claras para evitar que futuras pesquisas sejam tendenciosas. O ministro André Mendonça também comentou sobre a necessidade de critérios objetivos, ressaltando que um limite subjetivo não é aceitável.
Por outro lado, o presidente do TSE, Dias Toffoli, defendeu que todas as pesquisas deveriam ser liberadas, argumentando que é o eleitor que deve decidir quais institutos são confiáveis. Ele enfatizou que o objetivo das pesquisas é medir a opinião pública, e não formá-la.







