As operações de resgate na Venezuela entraram em um novo estágio intenso no quinto dia após a ocorrência de terremotos que devastaram diversas cidades do país. As equipes de salvamento, tanto locais quanto internacionais, se mobilizam para localizar sobreviventes entre os escombros. A tragédia já resultou na morte de ao menos 1.450 pessoas, e as estimativas apontam para cerca de 50 mil desaparecidos.
Apesar da diminuição das chances de encontrar pessoas vivas a cada hora, relatos indicam que os socorristas ainda conseguem resgatar sobreviventes. No último domingo, 33 pessoas foram salvas, oferecendo um raio de esperança às famílias que aguardam notícias. Especialistas ressaltam que as primeiras 48 a 72 horas após um desastre natural são fundamentais para o sucesso das operações de resgate.
As condições de trabalho para as equipes de resgate são complexas e estão sendo dificultadas pelo calor, o que torna as operações ainda mais desafiadoras. A situação é alarmante, com o odor de corpos em decomposição se tornando cada vez mais presente nas áreas afetadas. Contudo, a esperança persiste entre os socorristas, que continuam a buscar qualquer sinal de vida.
Em La Guaira, a região mais afetada e próxima da capital, Caracas, foi palco da chegada de missões internacionais de resgate no último domingo. A resposta inicial ao desastre gerou descontentamento entre a população, que criticou a falta de eficiência das autoridades locais, levando muitos civis a assumirem a liderança nos esforços de ajuda.
A presidente interina, Delcy Rodríguez, reiterou a importância da continuidade das operações de resgate e anunciou iniciativas para apoiar os desabrigados, uma vez que mais de 770 edificações, incluindo residenciais e hospitais, desmoronaram total ou parcialmente.
Os terremotos, de magnitudes 7,2 e 7, respectivamente, ocorreram em um contexto de grave crise econômica, que já havia enfraquecido os serviços de saúde e infraestrutura do país. Esse cenário complicou ainda mais a resposta à tragédia. As Nações Unidas estimaram que os danos materiais causados pela calamidade podem alcançar 6,7 bilhões de dólares, representando cerca de 6% do Produto Interno Bruto (PIB) da Venezuela.







