A Federação Italiana de Futebol (FIGC) decidiu cancelar a contratação de Andrea Pirlo para o cargo de técnico da seleção nacional. O acordo, que previa a chegada do ex-jogador para substituir Gennaro Gattuso, foi interrompido em virtude de uma polêmica relacionada à ligação de Pirlo com uma casa de apostas russa, da qual ele é embaixador global.
O anúncio da desistência ocorreu após pressões políticas, onde muitos consideraram inaceitável que um treinador associado a uma empresa com vínculos russos estivesse à frente da seleção, especialmente em um contexto de guerra entre a Rússia e a Ucrânia, que se intensificou em fevereiro de 2022. Pirlo, de 47 anos, se manifestou em suas redes sociais nesta segunda-feira (27) e relatou ter sido informado sobre a reviravolta no último domingo.
Antes da escolha de Pirlo, a FIGC havia tentado convencer outros grandes nomes, como Carlo Ancelotti e Pep Guardiola, que também declinaram o convite. Ancelotti, que atualmente comanda a Seleção Brasileira, possui contrato com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) até 2030 e pretende continuar seu trabalho em busca do hexacampeonato.
A pressão sobre a FIGC foi impulsionada por políticos italianos que questionaram a imagem de Pirlo devido à sua associação com a Rússia, tendo em vista a guerra em curso. Giovanni Malagò, presidente da Federação, tomou a decisão de interromper o processo de contratação, o que deixou Paolo Maldini e Leonardo, dirigentes da entidade, insatisfeitos. De acordo com informações, ambos demonstraram raiva pela situação e consideraram a possibilidade de se demitir.
Em seu pronunciamento, Pirlo expressou sua tristeza e descontentamento com a situação, ressaltando que sempre atuou em conformidade com as leis dos países em que trabalhou. Ele lamentou a repercussão negativa que seu nome gerou nas últimas semanas e afirmou que respeitou as instituições e a FIGC durante todo o processo.
Com a desistência de Pirlo, a Itália agora busca novos candidatos para o comando da seleção. Entre os nomes que estão sendo considerados estão Antonio Conte e Roberto Mancini, que voltaram a ser mencionados nas últimas horas. O futuro da seleção italiana permanece incerto enquanto a FIGC tenta encontrar um novo treinador em meio a este cenário conturbado.







