A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) comunicou, nesta sexta-feira (17), que mais de 100 produtos brasileiros que foram excluídos da tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos ainda estão sob risco de serem taxados com uma nova sobretaxa de 12,5%.
De acordo com o relatório da ApexBrasil, 699 produtos foram retirados da lista da tarifa de 25%, que foi aplicada pelos EUA com base na Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana. Essa medida foi resultado de uma investigação que apontou práticas consideradas irrazoáveis e prejudiciais ao Comércio dos Estados Unidos.
Embora esses produtos tenham sido poupados da tarifa de 25%, eles ainda enfrentam a possibilidade de uma nova taxa. O governo dos EUA está avaliando a implementação de uma tarifa adicional de 12,5%, decorrente de uma investigação sobre alegações relacionadas a falhas na erradicação do trabalho forçado.
No total, 106 produtos estão ameaçados por essa nova sobretaxa, incluindo itens de setores que haviam recebido a notícia da retirada da tarifa de 25% com otimismo, como ferro fundido, peixes, lagostas, couros, madeira, hidróxido de alumínio, objetos de arte, mel e plásticos.
A ApexBrasil destacou que a comparação entre a lista provisória de produtos que poderiam ser taxados pela Seção 301 e a lista final mostra que certos setores exportadores brasileiros foram excluídos da sobretaxa de 25% após negociações e consultas públicas.
Na quarta-feira (15), o governo dos Estados Unidos anunciou a aplicação de novas tarifas sobre cerca de 4 mil produtos brasileiros. Algumas dessas tarifas foram justificadas com base em uma investigação sobre práticas comerciais desleais, envolvendo questões como o sistema de pagamento Pix, o acesso ao mercado e barreiras regulatórias. A tarifa adicional de 12,5% foi proposta em função de alegações de falhas na prevenção do trabalho forçado.





