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Lula reafirma defesa do Pix após tarifas impostas pelos EUA

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou a importância do Pix, sistema de pagamentos instantâneo brasileiro, em resposta à nova taxação de 25% sobre produtos do...

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reiterou, nesta sexta-feira (17), a defesa do sistema de pagamentos instantâneo conhecido como Pix, após a imposição de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros pelos Estados Unidos. Lula afirmou, através de suas redes sociais, que "ninguém mudará o nosso Pix", ressaltando que o sistema é público, gratuito e permanecerá dessa forma.

A nova taxação foi anunciada na última quarta-feira (15) pelo Escritório do Representante do Comércio dos EUA, que alegou que o Pix prejudica os interesses comerciais norte-americanos em áreas como comércio digital e pagamentos eletrônicos. O governo liderado por Donald Trump argumenta que o sistema brasileiro causa danos às empresas dos EUA que atuam nesse mercado.

Em resposta às alegações, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviço do Brasil já havia rebatido os argumentos, enfatizando que o Pix representa uma infraestrutura pública que ampliou o acesso da população a meios de pagamento modernos e seguros. O ministério destacou que, mesmo com a implementação do Pix, o uso de cartões de crédito cresceu 150% entre 2019 e 2024, evidenciando a inclusão financeira promovida pelo sistema.

Além disso, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, em nota assinada por Lula, qualificou o aumento das tarifas como um "marco lastimável" e considerou as alegações contra o Pix como "descabidas". O sistema, lançado pelo Banco Central em 2020, tem sido um elemento central na democratização do acesso a serviços financeiros no Brasil.

Após a confirmação da tarifa adicional pelos EUA, Lula mencionou a possibilidade de aplicar a Lei da Reciprocidade, que foi aprovada em 2025 pelo Congresso Nacional e permite que o Brasil responda a medidas unilaterais de outros países contra seus produtos. Apesar disso, o governo brasileiro optou por uma abordagem cautelosa, evitando uma resposta imediata para não agravar as tensões comerciais.

A expectativa é que a nova tarifa entre em vigor no próximo dia 22 de julho, e o governo brasileiro continua mantendo um diálogo aberto com as autoridades norte-americanas. Nesse contexto, interlocutores do governo avaliam que uma ação precipitada poderia resultar em sanções ainda mais severas, complicando ainda mais as relações comerciais entre os dois países.

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