Em visita à Alemanha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ressaltou o papel pioneiro do Brasil na produção de biocombustíveis, enfatizando que o país deve evitar se tornar uma "espécie de Arábia Saudita do biocombustível". Lula destacou que o etanol de cana-de-açúcar brasileiro é capaz de gerar mais energia por hectare e possui uma das menores pegadas de carbono do mundo, com a capacidade de reduzir emissões em até 90% em comparação à gasolina.
O presidente também sublinhou a importância de não deixar passar as oportunidades oferecidas pela transição energética global. "Quem quiser produzir com energia mais barata e verdadeiramente limpa, procure o Brasil, que temos espaço e oportunidades para quem deseja investir no futuro", afirmou Lula, que criticou as barreiras impostas pela União Europeia ao uso de biocombustíveis.
A UE planeja reclassificar o biodiesel de soja, o que pode resultar na perda do status de recurso renovável a partir de 2030, impactando diretamente o Brasil e sua produção de energia. Lula apontou que a meta da UE de alcançar 50% de fontes renováveis em sua matriz até 2050 já foi superada pelo Brasil, que atingiu essa marca em 2025. "Nosso combustível já emite menos. Portanto, é necessário compartilhar essa experiência para que vocês entendam que, quando o Brasil afirma que será uma potência mundial na transição energética, isso não é uma afirmação vazia", declarou o presidente.
Mais cedo, Lula expressou que o Brasil está pronto para se posicionar como líder global na transição energética, afirmando que o país está cansado de ser visto como pequeno. "Queremos nos transformar em uma economia rica. Cansamos de ser tratados como um país pobre e pequeno", destacou.
O presidente também elogiou a capacidade tecnológica e industrial do Brasil, mencionando empresas como Petrobras e Embraer como exemplos de competitividade internacional. Ele enfatizou que o Brasil está preparado para compartilhar tecnologia com a Europa, América do Sul e ampliar parcerias com países africanos. Segundo Lula, aproximadamente 90% da matriz elétrica brasileira é renovável, o que coloca o país em uma posição vantajosa em relação a economias industrializadas.





