Durante a realização do primeiro debate presidencial de 2026, na noite de 23 de outubro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT), concedeu uma entrevista à RECORD. Este foi o primeiro momento em que Lula comentou publicamente sobre as investigações que envolvem seu ex-chefe de gabinete, Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, e seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, apelidado de Lulinha.
Lula destacou que acompanha as investigações com seriedade e enfatizou que elas devem seguir seu curso natural, sem que o governo interfira. Ele afirmou que a lei é igual para todos, inclusive para membros de sua família. "Todos nós somos obrigados a agirmos corretamente. Se alguém está agindo de forma equivocada, esse alguém tem que ser investigado", declarou o presidente, reforçando que isso se aplica a todos, sem exceções.
O presidente também frisou que não cabe ao chefe do Executivo atuar como juiz ou delegado. Segundo ele, sua função é garantir que as instituições possam operar livremente e que as investigações sejam realizadas de maneira independente. "Eu não sou um presidente que tenta proibir investigação. Eu não ameaço mandar ministro embora. Eu não ameaço punir delegado. Investigue-se", afirmou.
Lula completou que todos têm o direito de se defender. Ele mencionou que, caso alguém tenha cometido erros que resultem em prejuízos aos cofres públicos, essas pessoas devem arcar com as consequências de seus atos. "Se isso acontecer, eles serão perdoados. Mas, se alguém cometeu erro e esse erro trouxe prejuízo aos cofres públicos, essas pessoas terão que pagar."
Em relação a Lulinha, o presidente orientou o filho a apresentar sua defesa e a provar sua inocência. Lula enfatizou que, se seu filho cometeu algum erro, ele deve ser julgado e responder por suas ações. "Meu filho sabe se cometeu erro, ele vai ser julgado, vai ser punido ou vai ser inocentado. Mas ele tem que provar a inocência dele", acrescentou.
Por fim, Lula reafirmou que não pretende interferir nas investigações tanto de Marcola quanto de Lulinha, afirmando: "Se alguém fizer a coisa errada, pagará pelo que fez."





