O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou sua indignação em relação à carta do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que sugeriu o adiamento do aumento de tarifas dos Estados Unidos para após as eleições. Lula classificou a proposta como um ato de "entreguismo", afirmando que a família do ex-presidente Jair Bolsonaro busca submeter o Brasil aos interesses norte-americanos.
Em uma publicação nas redes sociais, Lula não mencionou diretamente o senador, mas deixou claro que o Brasil não aceitará interferências externas nas suas questões econômicas e comerciais. Ele reiterou que a solicitação para postergar o tarifaço é uma atitude de traição à pátria, afirmando que não existe justificativa para a implementação de tarifas, seja agora ou no futuro.
O presidente enfatizou que a responsabilidade pela crise comercial atual recai sobre a própria família Bolsonaro, que, segundo ele, defendeu publicamente o aumento das tarifas sobre produtos brasileiros. "O mais absurdo é saber que a origem disso tudo foi motivada pela própria família Bolsonaro", escreveu Lula.
Além de criticar a carta de Flávio, Lula TAMBÉM defendeu o sistema de pagamentos instantâneos, o Pix. Ele afirmou que existem tentativas de entregar o sistema a interesses estrangeiros, reforçando que o Pix é uma conquista nacional que não será negociada.
Lula TAMBÉM se manifestou sobre o Mercosul, afirmando que a carta de Flávio Bolsonaro ao Escritório de Comércio dos EUA, que criticou o bloco e sugeriu que o Brasil se desvinculasse dele, representa um ataque aos interesses nacionais. O presidente reafirmou a importância da soberania do Brasil, destacando que a nação não está à venda e que o povo brasileiro deve ser o principal beneficiário das políticas econômicas.
Em suas declarações, ele reiterou a defesa da soberania nacional e do Mercosul, afirmando que a proteção dos interesses nacionais é inegociável e que o Brasil deve manter sua autonomia nas negociações internacionais.







