O presidente da Argentina, Javier Milei, enviou ao Congresso, nesta quarta-feira, 22, uma proposta de reforma eleitoral que visa modificar aspectos cruciais do sistema político. O foco principal da iniciativa é o fim das eleições Primárias Abertas, Simultâneas e Obrigatórias, conhecidas como Paso, que são utilizadas para definir candidatos à Presidência, ao Senado e à Câmara.
Atualmente, as primárias servem como um mecanismo preliminar no processo eleitoral argentino, permitindo que os partidos escolham seus representantes. Entretanto, Milei argumenta que esse modelo se transformou em uma espécie de sondagem eleitoral financiada pelo Estado, sem um papel efetivo na seleção dos candidatos.
Além de extinguir as primárias, o projeto de lei também propõe uma reorganização no financiamento das campanhas eleitorais. As mudanças visam estabelecer novas regras que regulem o uso de recursos, tanto públicos quanto privados, durante o processo eleitoral.
Outro aspecto importante da proposta é a introdução de restrições para a candidatura a cargos públicos. O governo sugere a inclusão de dispositivos que proíbem a participação de indivíduos com condenações criminais. Em 2025, a Câmara já havia aprovado uma versão da chamada Ficha Limpa, que barrava candidaturas de pessoas condenadas em segunda instância, mas o Senado rejeitou a proposta.
A nova versão da iniciativa expande essas restrições, abrangendo crimes como desvio de recursos, tráfico de influência, enriquecimento ilícito e irregularidades na administração pública. Com essas mudanças, Milei busca reformular o cenário político argentino e assegurar maior integridade nas candidaturas.
A discussão sobre a reforma eleitoral ocorrerá em um momento em que a Argentina enfrenta desafios políticos e sociais, exigindo uma análise cuidadosa das propostas apresentadas pelo governo.





