O Japão anunciou uma mudança significativa em sua política de exportação de armas, permitindo a venda de equipamentos de defesa com capacidade letal a outros países. A decisão foi revelada na terça-feira, 21, e marca uma alteração nas diretrizes que estavam em vigor desde o fim da Segunda Guerra Mundial.
Com essa nova abordagem, o governo japonês elimina a restrição conhecida como a regra das “cinco categorias”, que limitava as exportações a itens considerados não letais, como equipamentos de resgate e vigilância. Agora, o Japão poderá exportar sistemas militares mais sofisticados, incluindo embarcações de escolta e mísseis.
Apesar da flexibilização, a exportação de armamentos estará sujeita à análise do Conselho de Segurança Nacional, que avaliará cada pedido de venda. As novas regras também impõem restrições para países que não possuem acordos de cooperação em defesa com o Japão, e a exportação para nações em conflito armado será autorizada apenas em situações excepcionais.
O secretário-chefe do gabinete, Kihara Minoru, destacou a necessidade de maior colaboração internacional em questões de segurança, ressaltando que nenhum país consegue garantir sua proteção de forma isolada. Essa mudança na política de exportação já despertou interesse de nações asiáticas, como As Filipinas e a Indonésia.
As Filipinas, que buscam fortalecer suas capacidades militares em meio a disputas no Mar do Sul da China, demonstraram interesse em adquirir destróieres da classe Abukuma, que o Japão planeja desativar. A Indonésia também manifestou vontade de comprar submarinos japoneses, conforme informações oficiais.
O ministro da Defesa, Koizumi Shinjiro, afirmou que pretende intensificar as parcerias de defesa e planeja uma viagem às Filipinas para discutir a venda de armamentos com autoridades locais. Apesar da nova política, o governo japonês reafirmou que continuará seguindo diretrizes pacíficas em sua política externa.





