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Cuba reafirma disposição ao diálogo com EUA, mas não teme possíveis conflitos

O presidente Miguel Díaz-Canel expressou a abertura de Cuba para conversas com os Estados Unidos, ressaltando a importância do respeito à soberania cubana. Ele também mencionou os...

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, abordou a situação do país em meio ao endurecimento das sanções impostas pelos Estados Unidos e as ameaças de Donald Trump. Ele afirmou que, apesar das dificuldades, Cuba está aberta ao diálogo, mas enfatiza a necessidade de respeito à soberania e ao sistema político da ilha.

Durante uma conversa com o jornalista Breno Altman, Díaz-Canel destacou que o governo cubano sempre teve uma postura de diálogo com os Estados Unidos, desde que este ocorra em condições de igualdade e sem imposições. "Não promovemos a guerra, mas não a tememos se for necessário defender a Revolução, a soberania e a independência do país", declarou o presidente.

Recentemente, autoridades cubanas confirmaram encontros entre representantes de Cuba e dos Estados Unidos, embora o líder cubano tenha mencionado que essas tratativas ainda estão em fase inicial. Desde o início do ano, a administração de Donald Trump tem intensificado a pressão sobre a ilha, exigindo mudanças e restringindo importações de petróleo.

Díaz-Canel também sublinhou a relevância do apoio internacional para enfrentar as dificuldades impostas pelo bloqueio. Ele se referiu ao Brasil como "uma nação irmã" e elogiou o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela crítica ao bloqueio, além de reconhecer o suporte de movimentos sociais brasileiros, como o MST. "Recebemos apoio tanto do governo quanto do povo brasileiro e de seus movimentos sociais", afirmou.

Além do Brasil, Cuba conta com a ajuda de países como China, Colômbia, México e Rússia, que fornecem alimentos, insumos e apoio energético. Organizações internacionais também estão ativas em doações e ações solidárias para ajudar a mitigar os efeitos do bloqueio.

O presidente cubano explicou que as restrições impactam diretamente a vida cotidiana dos cubanos, especialmente no que diz respeito ao fornecimento de energia. Ele relatou apagões prolongados, que podem atingir até 30 horas em algumas localidades, comprometendo o funcionamento de escolas, hospitais e serviços essenciais. "Praticamente, o que geramos é suficiente apenas para garantir um nível mínimo de energia elétrica para as atividades essenciais da vida cotidiana", disse Díaz-Canel.

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