O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou o ex-presidente Jair Bolsonaro a se deslocar para uma consulta odontológica. A decisão ressalta que informações sobre a data e o horário da visita devem ser mantidas em sigilo. O atendimento deve ser organizado entre o TC Allenson Nascimento Lopes, Subdiretor do Núcleo de Custódia da Polícia Militar do Distrito Federal, e a defesa do ex-presidente.
Bolsonaro está sob prisão domiciliar humanitária e a vigilância do Núcleo de Custódia do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal. O documento menciona que, por motivos de segurança, o atendimento odontológico deverá ocorrer no Centro Médico da Polícia Militar, com a presença de escolta.
Caso as informações sobre a data e horário não sejam respeitadas, Moraes autorizou o TC Allenson Nascimento Lopes a cancelar a consulta. Esta será a primeira vez que Bolsonaro sairá de sua residência desde 4 de maio, quando passou por um procedimento no ombro.
No dia 14 de agosto, os advogados de Flávio Bolsonaro solicitaram a autorização para que o ex-presidente se deslocasse de sua residência em Brasília para a consulta no dentista, marcada para a próxima sexta-feira, dia 21.
Em decisão anterior, Moraes havia determinado, em 13 de julho, que Flávio Bolsonaro estaria impedido de visitar seu pai por 90 dias. A proibição foi motivada por uma carta lida pelo senador em 11 de julho, que foi divulgada em suas redes sociais. O ministro considerou que a ação configurou uma tentativa de burlar as restrições impostas pela condenação penal.
Flávio afirmou que recebeu a carta durante uma das visitas ao pai, tendo acesso ao ex-presidente também na condição de advogado. Além da proibição de visitas por parte de Flávio, Bolsonaro também está impossibilitado de receber visitas por um período de 30 dias, que se iniciou em 17 de julho. Essa restrição não afeta Flávio, que ainda cumpre a proibição de 90 dias.





