A prática de simular lesões por parte dos goleiros, que já gerou diversas críticas ao longo dos anos, está prestes a ser combatida com uma nova regra no futebol inglês. A partir do próximo sábado, na Copa da Liga Inglesa, toda equipe cujo goleiro necessitar de atendimento médico terá que atuar com um jogador a menos por um minuto após a retomada do jogo.
A medida foi aprovada por diversas entidades, incluindo a Federação Inglesa, a Premier League, a EFL, a National League e a WSL, com a autorização do IFAB. O técnico terá um prazo de dez segundos para indicar qual jogador de linha deve deixar o campo. Caso esse prazo expire sem a indicação, o capitão será obrigado a sair.
Nos últimos anos, a simulação de lesões tornou-se uma estratégia comum em várias partidas. Em novembro do ano passado, o técnico do Leeds, Daniel Farke, acusou o goleiro do Manchester City, Gianluigi Donnarumma, de fingir uma lesão com o intuito de interromper o fluxo do jogo. A nova norma se alinha à prática já existente para jogadores de linha, que também precisam sair do campo por um minuto quando recebem atendimento médico.
Entretanto, existem exceções à regra. Um goleiro não precisará deixar o campo se alegar que não precisa de atendimento, se ocorrer uma colisão entre jogadores, se ele sofrer uma falta, se estiver sangrando ou se a lesão exigir substituição. O IFAB irá avaliar os resultados dessa nova regra ao longo da temporada, com a possibilidade de torná-la uma norma permanente a partir de 2027/28.
Outros países também estão considerando a adoção da norma. A Liga A da Austrália já anunciou que irá testar uma variação da mesma regra nesta temporada, com uma diferença: o capitão da equipe será sempre o jogador a deixar o campo, e não o técnico que indicará o atleta. Tanto o teste na Austrália quanto o da Premier League serão analisados pelo IFAB para verificar a eficácia da medida.
Se os dados comprovarem que a nova regra é eficaz na redução das simulações, o IFAB poderá implementar a mudança como uma norma global a partir de 2027/28. Esse movimento se junta a outras inovações no futebol, como a implementação do impedimento semiautomático no Campeonato Brasileiro, que começou a ser utilizado na 20ª rodada, com um investimento de R$ 9,6 milhões pela CBF. A tecnologia, desenvolvida pela Genius Sports, já era utilizada em ligas como a Premier League e a La Liga antes de sua chegada ao Brasil.







