Alejandro Mancuso, conhecido por sua passagem por Flamengo e Palmeiras, está no centro de uma controvérsia envolvendo a venda de licenças fraudulentas para treinadores de futebol. A denúncia, revelada por um portal de notícias, aponta que o ex-jogador oferecia certificados atribuídos à Associação de Treinadores de Futebol Argentino (ATFA) sem que os compradores completassem os requisitos necessários para a formação.
De acordo com as informações, Mancuso apresentava um "trâmite urgente" aos interessados, prometendo a entrega de quatro licenças — níveis C, B, A e PRO — em um prazo curto, com um custo aproximado de R$ 100 mil. Os documentos eram enviados aos compradores pelo correio, sem que houvesse um processo de formação devidamente realizado.
A investigação que envolve Mancuso inclui áudios, mensagens e documentos que indicam que ele se apresentava como alguém com conexões diretas na ATFA. Durante o processo, o ex-jogador teria afirmado ter um acordo com dirigentes da associação para facilitar a emissão dos certificados.
Diversos nomes conhecidos no futebol, incluindo Thiago Silva, Roberto Carlos, Felipe Melo, Alex de Souza, Dejan Petkovic, Diego Lugano, Paolo Guerrero, Luiz Gustavo e Paulinho, foram mencionados como potenciais compradores. No entanto, as versões sobre a transação são divergentes. Alguns dos envolvidos alegaram que acreditavam estar investindo em uma formação legítima, enquanto outros admitiram que buscavam uma forma mais rápida de obter as licenças.
A ATFA, no entanto, negou qualquer autorização dada a Mancuso para atuar em seu nome. Em nota, a entidade esclareceu que o ex-jogador não faz parte de sua diretoria, não ocupa nenhum cargo de autoridade e não possui vínculo contratual com a instituição. Além disso, a ATFA classificou os certificados apresentados na investigação como falsos, apontando erros de grafia, problemas nas assinaturas, datas incompatíveis e códigos QR que não funcionavam.
Esse não é um caso recente, pois a Justiça da Argentina já havia investigado a emissão irregular de licenças em 2025, realizando uma operação na sede da ATFA. Contudo, o processo foi arquivado em dezembro do mesmo ano, por falta de provas.





