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Ex-Comandante da FAB refuta acusações de Flávio Bolsonaro sobre apoio a Lula

Carlos de Almeida Baptista Junior, ex-comandante da Força Aérea Brasileira, rebateu declarações de Flávio Bolsonaro, que o acusou de pedir votos para Luiz Inácio Lula da Silva....

Durante a sabatina, Flávio foi questionado sobre os depoimentos de ex-comandantes das Forças Armadas a respeito das tentativas de ruptura institucional no final do governo Jair Bolsonaro. Baptista Junior, que estava à frente da Aeronáutica na época, relatou ao Supremo Tribunal Federal (STF) sobre sua resistência às pressões para que os militares apoiassem um plano de golpe. Ao ser indagado sobre os relatos, Flávio insinuou que Baptista estava fazendo campanha para Lula, o que foi prontamente negado pelo ex-comandante.

"A leviandade de dizer que faço campanha para a reeleição do presidente Lula é, antes de tudo, uma maneira de fugir da responsabilidade de responder à verdadeira pergunta feita no debate de ontem", escreveu Baptista, fazendo referência à postura de Flávio em não abordar o tema das pressões institucionais. O ex-comandante também sugeriu que o senador aguardasse o lançamento de seu livro, intitulado "Eu Disse Não! Uma trincheira antigolpista", antes de fazer novas declarações sobre sua atuação naquele período.

O livro, que será publicado pela Autêntica Editora, traz uma visão em primeira pessoa dos bastidores da crise institucional que ocorreu no final do governo Bolsonaro, incluindo as pressões enfrentadas pelos militares. Baptista mencionou que sua obra detalha momentos em que a tentativa de golpe foi frustrada e inclui relatos de reuniões no Palácio da Alvorada e no Ministério da Defesa, onde medidas de exceção foram discutidas.

"Talvez seja prudente aguardar, ler o livro e refletir, antes de outra entrevista", enfatizou Baptista. Ele também fez uma provocação ao coordenador-geral da campanha de Flávio, o senador Rogério Marinho (PL-RN), sugerindo que não se deixasse levar por um espírito de agressividade em suas declarações.

Baptista, que ingressou na FAB em 1975, acumulou mais de 4,5 mil horas de voo como piloto de caça e assumiu o comando da Aeronáutica em abril de 2021, permanecendo no cargo até janeiro de 2023. O ex-comandante se posiciona agora em um momento delicado, onde as tensões políticas continuam a ser debatidas, especialmente à luz do julgamento que resultou na condenação de Jair Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão, concluído em setembro de 2025.

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