A repercussão em torno de Endrick na Seleção Brasileira tem chamado a atenção da imprensa espanhola, que o coloca em uma comparação direta com Lamine Yamal, destaque do futebol europeu e rival do brasileiro nos confrontos entre Barcelona e Real Madrid. O foco das análises é que, além do impacto que ambos têm em campo, eles servem como referências para os jovens fora dele, influenciando a dinâmica de suas seleções.
Desde a pré-convocação, a presença de Endrick na lista final de jogadores de Carlo Ancelotti gerou questionamentos. Na Copa do Mundo, sua ausência em um dos jogos já levantou debates sobre o trabalho do treinador italiano, evidenciando o peso da expectativa em torno do jogador.
Em uma análise comparativa, o jornal espanhol As destaca que "o fenômeno Endrick só é comparável ao de Lamine", embora as realidades dentro de campo sejam distintas. Lamine Yamal, atualmente, é uma peça-chave no Barcelona e representa a esperança da Espanha, que busca competir com a França, considerada uma das favoritas ao título. Aos 18 anos, Yamal já acumula 154 jogos e 49 gols pelo clube e, pela seleção espanhola, participou de 28 partidas, marcando sete gols.
Endrick, por sua vez, vive um momento de transição. Após deixar o Palmeiras como campeão brasileiro e protagonista na temporada de 2023, se transferiu para o Real Madrid, mas não conseguiu se firmar como esperado. Até agora, disputou 40 partidas, com sete gols, mas a maior parte das suas atuações foi como reserva. Essa situação levou o clube a optar por um empréstimo ao Lyon.
No Lyon, Endrick rapidamente se destacou, marcando oito gols e fornecendo sete assistências em apenas 21 jogos. Esse desempenho chamou a atenção de Carlo Ancelotti, que decidiu convocá-lo para a Seleção Brasileira na Copa do Mundo.
Até o momento, Endrick participou de três dos quatro jogos da Seleção na competição, sempre saindo do banco. Contudo, com as lesões de Raphinha e Lucas Paquetá, uma vaga entre os titulares está em aberto. Na partida contra o Japão, Ancelotti experimentou Endrick como centroavante, deslocando Matheus Cunha para o meio-campo. Essa estratégia pode se repetir no próximo domingo (5), quando o Brasil enfrenta a Noruega nas oitavas de final.







