O prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel, liderou uma comitiva que participou da primeira audiência pública sobre a nova concessão da Malha Sul Ferroviária, realizada na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Em Brasília, nesta quinta-feira (16). O foco do encontro foi discutir a retirada dos trens de carga da área urbana da capital paranaense, além da inclusão do contorno ferroviário e dos ramais Leste e Oeste nos editais de concessão.
Durante a audiência, Pimentel enfatizou a necessidade de Curitiba e do Paraná aproveitarem a oportunidade que se apresenta. "Sou a favor do trem para transportar as riquezas do país, mas não podemos permitir que continue transitando pela cidade, onde causa acidentes, muitos deles fatais", afirmou o prefeito em entrevista à Jovem Pan News.
Os dados apresentados por Pimentel revelam a urgência da questão. Entre 2021 e 2024, Curitiba registrou 152 acidentes ferroviários, resultando em 27 mortes e mais de 60 feridos, conforme informações da ANTT. Esses números incluem colisões e atropelamentos, evidenciando os riscos associados à presença de trens de carga na malha urbana.
O prefeito destacou a importância de sua participação na audiência pública, mesmo com a previsão de uma segunda reunião em Curitiba, marcada para o dia 27. Pimentel reafirmou sua intenção de estar presente na próxima audiência para garantir que a demanda histórica da cidade seja atendida. O local da nova audiência na capital paranaense ainda não foi definido.
Em Brasília, Pimentel fez um pedido formal para que os contornos Leste e Oeste sejam incluídos nos editais de concessão. O prefeito apresentou aos técnicos da ANTT, bem como ao ministro dos Transportes, George Santoro, um estudo de viabilidade técnica, econômica e ambiental para a construção do contorno ferroviário. Além disso, ele trouxe um segundo estudo elaborado pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), que propõe a reestruturação das áreas que ficarão livres após a retirada dos trilhos.
Com a remoção dos trens de carga da capital, espera-se que os conflitos entre a ferrovia e o sistema de transporte público, como o BRT, diminuam. Isso TAMBÉM permitirá a criação de novas conexões viárias, corredores de transporte coletivo, parques lineares, ciclovias e áreas verdes, além de viabilizar novos projetos habitacionais e equipamentos públicos nas áreas atualmente ocupadas pela infraestrutura ferroviária. Ademais, a medida deve aumentar a capacidade operacional da ferrovia e fortalecer a ligação logística com o Porto de Paranaguá e as cadeias exportadoras do Paraná.







