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Descompasso no Mercado de Trabalho em Foz do Iguaçu: Vagas em Excesso e Profissionais em Falta

Foz do Iguaçu enfrenta um paradoxo no mercado de trabalho, com 820 vagas disponíveis e apenas 70.621 trabalhadores registrados. A busca por emprego é intensa, mas as...

Foz do Iguaçu vive um descompasso no mercado de trabalho, onde há uma quantidade significativa de vagas disponíveis, mas a busca por profissionais qualificados não é correspondida. A cidade conta atualmente com 820 oportunidades em aberto, distribuídas em 133 funções diferentes, sendo que cerca de 90 dessas vagas estão voltadas para a construção civil.

A comparação com cidades vizinhas revela um cenário preocupante. Em Cascavel, que possui aproximadamente 364 mil habitantes, existem 123.104 trabalhadores com carteira assinada. Em contrapartida, Foz do Iguaçu, com cerca de 295 mil moradores, registra apenas 70.621 vínculos formais. Toledo, com uma população em torno de 160 mil, apresenta 65.411 trabalhadores registrados, destacando a discrepância na estrutura do emprego entre municípios de porte semelhante no Oeste do Paraná.

Cátia Aparecida Fritzen, Supervisora de Recursos Humanos e Diretora de Desenvolvimento Socioeconômico da Prefeitura de Foz do Iguaçu, observa que o panorama do emprego tem se transformado, especialmente após a pandemia. Embora haja um número considerável de pessoas em busca de trabalho, as vagas disponíveis não têm atraído candidatos, em parte devido a fatores como a rejeição a uma escala de trabalho 6 por 1 e os salários considerados baixos. Além disso, horários de trabalho, especialmente os noturnos, têm encontrado pouca aceitação entre os interessados.

Um dado relevante é que cerca de 1.800 residentes de Foz do Iguaçu se deslocam para trabalhar em frigoríficos das redondezas, atraídos por salários mais altos, que variam entre R$2.810 e R$2.998, além de benefícios. Essa realidade ressalta o desafio do mercado de trabalho local, onde muitos preferem empregos que oferecem melhores condições financeiras, mesmo que o trabalho seja mais árduo.

Os setores de serviços, como bares e restaurantes, têm encontrado maior facilidade em contratar, já que não há dificuldade em preencher vagas para colaboradores fixos. Contudo, a situação é complexa, pois muitos trabalhadores que recebem benefícios sociais do governo optam por não aceitar empregos formais, pois as condições financeiras não são vantajosas em comparação aos auxílios que recebem.

Eric Gustavo Cardin, professor do curso de Hotelaria da Unioeste, menciona a necessidade de criar atrativos para os trabalhadores, uma vez que a rede hoteleira tem buscado reduzir a folha de pagamento para manter seus padrões. O professor destaca que o curso de Hotelaria pode fechar devido à baixa adesão de alunos, evidenciando que a profissão não é mais atrativa, principalmente em relação à remuneração.

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