O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados aprovou na última terça-feira (9) a suspensão do deputado Marcos Pollon, do PL-MS, por um período de dois meses. A decisão vem como resposta a ofensas proferidas pelo parlamentar contra o presidente da Câmara, Hugo Motta, do Republicanos, durante um evento em agosto de 2025.
Na ocasião, Pollon desferiu insultos ao presidente da Casa, chamando-o de "bosta" e referindo-se à sua estatura de forma depreciativa, afirmando que ele tinha "1 metro e 60". As ofensas ocorreram em meio a uma manifestação de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, que exigiam agilidade na votação de um projeto que previa a anistia a indivíduos presos por atos relacionados aos eventos de 8 de janeiro.
Além das ofensas, Pollon também participou de um motim que impediu a continuidade dos trabalhos no plenário da Câmara. Ele foi o último a deixar a cadeira do presidente, local que deveria ser ocupado por Hugo Motta. Durante a manifestação, Pollon declarou: "A anistia está na conta da p… do Hugo Motta. Nós queremos colocar o povo para enfrentar o (ministro do Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, mas nós não podemos peitar o bosta do Hugo Motta, um baixinho de 1,60m".
O deputado ainda possui a possibilidade de recorrer da decisão de suspensão à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Vale lembrar que Pollon já havia apresentado um recurso anterior à CCJ, referente à ocupação da Mesa Diretora no mesmo mês de agosto de 2025.
Se seu recurso for indeferido em ambas as situações, o parlamentar poderá enfrentar um afastamento de até quatro meses do seu mandato. A suspensão aprovada pelo Conselho de Ética reflete a postura da Casa em relação a comportamentos considerados inadequados por parte de seus integrantes.







