O departamento de Justiça dos Estados Unidos apresentou, nesta segunda-feira (27), um pedido à Suprema Corte do país para que uma ordem executiva que visa restringir o voto por correspondência nas eleições de meio de mandato em novembro deste ano seja autorizada. Essa solicitação ocorre em um contexto de referendo sobre a gestão do presidente em exercício e do partido que ocupa o poder.
No último sábado (25), a Corte de Apelações do 1º Circuito, com sede em Boston, decidiu manter suspensa uma ordem executiva de Donald Trump que estabelecia novas diretrizes para a votação pelo correio em 23 estados. Essa decisão foi motivada pela rejeição de um pedido do governo para derrubar uma liminar que havia sido concedida a estados governados por democratas em 25 de junho.
O decreto assinado por Trump em março inclui supervisão federal do Serviço Postal dos EUA, com o intuito de aumentar o controle sobre as práticas de votação por correspondência. A ordem executiva também determinou a criação de uma lista federal de cidadãos aptos a votar por correspondência, a qual seria elaborada pelo Serviço de Cidadania e Imigração dos EUA (USCIS) e pela Administração da Seguridade Social.
Os estados que contestaram essa ordem na Justiça argumentam que a Constituição americana confere aos estados e ao Congresso a responsabilidade de definir as regras eleitorais, não a Donald Trump. O presidente alega que a iniciativa visa impedir que pessoas sem cidadania norte-americana possam votar.
Logo após o pedido do Governo Trump, o Partido Democrata publicou uma crítica ao presidente em sua conta no X, acusando-o de ser “um mentiroso e uma fraude”. Essa troca de acusações reflete a polarização política atual nos EUA, especialmente em um ano eleitoral crucial.







