A Agência Espacial Tripulada da China anunciou, no último domingo (23), que a missão lunar que visava realizar pesquisas no polo sul da Lua foi adiada. Este projeto faz parte dos esforços de Pequim para enviar uma tripulação à Lua até 2030, e o adiamento ocorre menos de duas semanas após a falha em um lançamento anterior.
A missão, que envolvia o envio da sonda lunar Chang’e-7 em um foguete Longa Marcha 5, não atenderia às condições necessárias para o lançamento na janela prevista para este ano. A agência informou que a decisão foi tomada após uma “avaliação exaustiva” e que o adiamento foi baseado em princípios de prudência, confiabilidade e sucesso absoluto da missão. Mais informações sobre quais condições não foram atendidas ou a nova data de lançamento não foram divulgadas.
Inicialmente, a missão estava programada para decolar no fim de semana ou na segunda-feira (24). O adiamento da missão ocorre em um momento delicado, após um incidente envolvendo um foguete Longa Marcha 7A, que falhou durante o voo. O foguete, que transportava o satélite de comunicações Zhongxing-4B, decolou do Centro de Lançamento Espacial de Wenchang, localizado na província de Hainan.
A falha no lançamento anterior foi atribuída a uma “anomalia de voo”, e as causas estão sendo investigadas pela agência. A China tem investido bilhões de dólares em seu programa espacial nos últimos anos, buscando concretizar o que o presidente Xi Jinping descreve como o “sonho espacial” do país.
Em julho, a China celebrou um marco significativo ao conseguir pousar um foguete reutilizável pela primeira vez, um avanço que contribui para suas ambições espaciais e a redução dos custos de lançamento. O país planeja levar astronautas à Lua até 2030, um objetivo que também é perseguido pelos Estados Unidos por meio do programa Artemis.





