Enquanto isso, os clubes de futebol brasileiro expressaram sua insatisfação nas redes sociais, criticando tanto a decisão do governo quanto a ausência de um período de transição para a implementação da medida. A CazéTV, por sua vez, preferiu manter um silêncio estratégico, mesmo diante de uma avalanche de perguntas e provocações nos comentários de suas postagens, questionando o futuro da empresa sem a contribuição financeira do mercado de apostas.
Essa não é a primeira vez que a emissora enfrenta polêmicas relacionadas ao tema das apostas. Durante a Copa do Mundo, suas transmissões foram alvo de críticas intensas devido ao formato das publicidades de apostas, o que resultou na abertura de uma investigação pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon). A investigação buscou apurar a possibilidade de existência de "publicidade enganosa ou abusiva".
O Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) também se envolveu, recomendando a suspensão de três campanhas publicitárias de empresas do setor de apostas. Em resposta a essas críticas, a CazéTV alterou a abordagem de suas publicidades durante a competição, optando por um modelo mais tradicional, que se distanciava do estilo inovador que caracteriza o canal.
Em uma nota oficial, a CazéTV esclareceu que, dada a recente evolução do mercado de apostas esportivas no Brasil, decidiu adotar um padrão mais conservador e específico para as ativações de marcas desse segmento. A emissora afirmou que, a partir de agora, as ativações devem seguir um formato mais convencional, preservando, no entanto, a espontaneidade que é característica de suas demais produções.





