Com a aproximação das eleições presidenciais na Colômbia, Paloma Valencia, candidata de direita, revelou que recebeu um alerta de autoridades sobre uma suposta tentativa de assassinato contra ela. O aviso foi dado pelo ministro da Defesa, pelo ministro do Interior e pelo diretor da Polícia Nacional, que informaram que um grupo narcoterrorista estaria oferecendo uma quantia significativa por sua vida.
Valencia, que ocupa a terceira posição nas pesquisas eleitorais, afirmou que um membro dissidente do Estado-Maior Central das Farc teria recebido aproximadamente R$ 561 mil, o que equivale a R$ 2,8 milhões, para executar o crime. O contexto de violência no país se intensificou recentemente, com a ofensiva mais agressiva das últimas três décadas, resultando em ataques no sudoeste da Colômbia que deixaram 21 mortos entre os dias 24 e 26.
A candidata, que se apresenta como sucessora política de Álvaro Uribe, no período de 2002 a 2010, não é a única a relatar ameaças de morte; outros dois candidatos que lideram as pesquisas também enfrentam situações semelhantes. Valencia critica severamente o governo de Gustavo Petro, acusando-o de descaso em relação ao crescimento das organizações armadas.
A oposição e diversos líderes políticos afirmam que o fortalecimento dos grupos armados é resultado da falência das negociações de paz promovidas pelo governo atual. Valencia expressou sua preocupação, afirmando que "a Colômbia não pode continuar com um governo que se tornou cúmplice do narcoterrorismo" e que a estratégia de 'paz total' tem beneficiado os criminosos enquanto prejudica a população colombiana.





