Na tarde da última terça-feira, 30 de junho de 2026, um caminhão baú da Defesa Civil Estadual partiu de Curitiba com destino a Turvo, levando 100 colchões e 100 kits dormitório, que incluem lençóis, travesseiros, fronhas e cobertores. A ação visa atender as necessidades das vítimas de uma forte tempestade que atingiu a área rural do município na noite de domingo, 28 de junho, e que causou danos a 76 residências na Tribo Marquinhos, pertencente à etnia Kaingang, além de 12 casas na comunidade de Carriel.
Além de Turvo, outras oito cidades foram afetadas pela chuva de granizo desde o último sábado, incluindo Entre Rios do Oeste, Salto do Lontra, Marquinho, Candoi, Guarapuava, Ponta Grossa, Cascavel e Goioxim. Entretanto, não foram registrados desalojados ou desabrigados nessas localidades.
O coronel Ivan Fernandes, coordenador executivo da Defesa Civil Estadual, destacou a importância do monitoramento da situação nas áreas afetadas e afirmou que os núcleos regionais estão atuando desde o início dos eventos. “Estamos fazendo o monitoramento da situação nas localidades e atuando operacionalmente desde a ocorrência dos eventos”, afirmou.
Em Turvo, a tempestade durou aproximadamente cinco minutos, danificando não apenas as estruturas das casas, mas também móveis e outros pertences pessoais. Cerca de 200 pessoas foram desalojadas e, entre elas, 30 estão abrigadas temporariamente em um colégio estadual na aldeia. A Defesa Civil Estadual está prestando apoio técnico à prefeitura local para ajudar no restabelecimento da normalidade na região.
O capitão Edimar Penteado, chefe do 9º NAR (Núcleo de Atuação Regional) da Defesa Civil, está em contato com a prefeitura para coordenar os esforços de assistência. Ele informou que os colchões foram identificados como itens mais urgentes e que, nesta terça-feira, foi solicitado o envio de 1.400 telhas para a recuperação das coberturas das casas danificadas, pedido que será atendido nos próximos dias.
Diulio Patrick, meteorologista do Simepar no Centro Estadual de Gerenciamento de Risco e Desastre (Cegerd), ressaltou que o inverno é a segunda estação com maior probabilidade de granizo, ficando atrás apenas da primavera. Esse fenômeno natural, por sua intensidade, exige atenção redobrada por parte das autoridades.







