Um fenômeno crescente nas redes sociais tem chamado a atenção para a vida solitária, com um número cada vez maior de influenciadoras destacando a experiência de viver sem filhos ou amigos. Este movimento tem gerado discussões sobre a solidão na sociedade moderna.
Lana Isa, uma gerente de vendas de software na casa dos 20 anos, é um exemplo desse nicho. Em um vídeo que já acumulou sete milhões de visualizações no TikTok, ela retrata sua rotina de sexta-feira à noite, marcada por momentos de solitude. A legenda que acompanha as imagens reflete sua realidade: "Situação: você é uma garota solteira, sem filhos, sem amigos e que mora sozinha…".
A trajetória de Isa inclui mudanças frequentes de escola durante o ensino médio e a solidão imposta pela pandemia de covid-19, o que a levou a se adaptar a uma vida sem amigos próximos. "As pessoas não falam muito sobre não ter amigos… Acho que ainda é algo que as pessoas consideram constrangedor ou um pouco tabu", afirmou.
Com o compartilhamento de suas vivências, Isa encontrou uma audiência que se identifica com suas experiências. Sua base de seguidores, que começou com cerca de 2 mil, cresceu à medida que mais pessoas se conectavam com suas histórias. Oeldorf-Hirsch, especialista na área, sugere que o apelo desse conteúdo pode estar suprindo uma necessidade social, ao oferecer um contraponto à cultura de influenciadores tradicionais, muitas vezes glamorizada.
"Estamos nos voltando para influenciadores mais autênticos, que vivem suas vidas de verdade", comentou Oeldorf-Hirsch. Essa busca por autenticidade tem gerado um aumento significativo no número de seguidores para muitas dessas criadoras de conteúdo.
A influenciadora Hoadley, por exemplo, viu seu número de seguidores crescer em dezenas de milhares diariamente. Enquanto isso, os vídeos de Noehring também têm acumulado milhões de visualizações. Para essas criadoras, as conexões estabelecidas online oferecem esperança de formar novas amizades no futuro.





