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Maioria do Conselho Superior do MPF decide pela permanência de Gonet no caso do Banco Master

O Conselho Superior do Ministério Público Federal formou maioria para manter Paulo Gonet à frente do caso do Banco Master, com 6 votos a favor. No entanto,...

Nesta sexta-feira, 25 de setembro de 2026, o Conselho Superior do Ministério Público Federal (MPF) alcançou um consenso inicial, com 6 votos favoráveis, para que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, continue liderando as investigações relacionadas ao Banco Master. O colegiado, que ainda aguarda a manifestação de três conselheiros, decidiu que não possui a competência necessária para avaliar a necessidade de impedimento ou suspeição do procurador-geral. Essa análise, segundo os conselheiros, deve ser realizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), onde os trâmites do caso estão em andamento.

Apesar da maioria a favor da permanência de Gonet, a discussão sobre a possibilidade de abrir uma apuração preliminar sobre sua conduta gerou divergências entre os conselheiros. Samantha Chantal, uma das integrantes do colegiado, destacou que Gonet deveria ter se declarado impedido ao surgir a conexão entre seu nome e o de pessoas próximas a ele, afirmando que sua atuação na análise de sua própria conduta não seria adequada. Chantal enfatizou que essa não é uma avaliação pessoal, mas uma questão objetiva de interesse direto.

Por outro lado, Celso de Albuquerque Silva não visualizou indícios que pudessem sugerir uma relação de amizade entre Gonet e Daniel Vorcaro, argumentando que não havia elementos suficientes para caracterizar uma possível prevaricação por parte do procurador-geral.

O colegiado também se deparou com um impasse sobre a designação de um subprocurador-geral da República para investigar as ações de Gonet. O resultado dessa votação está empatado em 3 a 3, com alguns conselheiros defendendo a abertura da apuração preliminar, enquanto outros se opõem a essa medida. A conselheira Janice Ascari, a favor da investigação, foi acompanhada por Samantha Chantal, enquanto os outros colegas apresentaram posições contrárias.

Na mesma sessão, Sanseverino, relator do caso, argumentou contra a designação, alegando que os documentos analisados não apresentam os elementos mínimos necessários para sustentar qualquer acusação contra Gonet. Ele destacou que a investigação da Polícia Federal não revelou comunicações diretas entre Gonet e Vorcaro, com as menções ao procurador-geral ocorrendo predominantemente em diálogos entre Vorcaro e o advogado Ciro Soares, que teria atuado como intermediário. Sanseverino concluiu que as mensagens não devem ser avaliadas de maneira isolada e que os dados disponíveis não confirmam a suposta amizade íntima entre Gonet e Vorcaro.

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