A Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu manter a condenação da ex-deputada federal Flordelis dos Santos de Souza a uma pena de 50 anos de prisão. A sentença refere-se ao homicídio do pastor Anderson do Carmo de Souza, ocorrido em 2019. A decisão foi anunciada em um julgamento que analisou o caso de Flordelis, que também respondeu por homicídio triplamente qualificado, homicídio duplamente qualificado tentado, associação criminosa armada e uso de documento falso, tendo sido condenada em 2022.
Além de confirmar a condenação de Flordelis, o STJ também acatou a decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), que havia anulado a absolvição de Rayanne dos Santos Oliveira, neta biológica da ex-deputada, e de dois filhos adotivos, Marzy Teixeira da Silva e André Luiz de Oliveira. A anulação se baseou na argumentação de que a absolvição dada pelos jurados foi contrária às provas apresentadas durante o processo.
O crime, que gerou grande repercussão, aconteceu na residência da família em Niterói, no estado do Rio de Janeiro, onde Anderson foi assassinado a tiros. O Ministério Público destacou que Flordelis também teria tentado envenenar o marido em ocasiões anteriores, o que reforçou as acusações contra ela.
O desfecho do caso se dá em um contexto de intensa cobertura midiática e discussões sobre a atuação de figuras públicas em casos de violência doméstica. A manutenção da pena de Flordelis representa um marco importante na luta contra a impunidade em crimes dessa natureza.
Flordelis, que se destacou na política como uma figura carismática, agora enfrenta as consequências de suas ações, com a Justiça reafirmando sua culpabilidade em um caso que chocou a sociedade brasileira. A decisão do STJ não apenas valida a condenação, mas também envia uma mensagem clara sobre a gravidade dos crimes cometidos dentro do contexto familiar e a responsabilidade que figuras públicas têm perante a lei.





