Diversas manifestações da direita ocorreram em várias cidades do Brasil no dia 7 de Setembro de 2026, data que marca os 204 anos da Independência do país. Os atos foram concentrados em locais estratégicos como a Avenida Paulista e o Obelisco do Ibirapuera em São Paulo, a Praça da Liberdade em Belo Horizonte, além de eventos em Goiânia e no Rio de Janeiro. Os discursos foram liderados por candidatos e figuras proeminentes do cenário político atual.
No evento em São Paulo, Flávio Bolsonaro se destacou ao afirmar que o Judiciário necessita de proteção e que o "consórcio de Lula com Moraes vai acabar". Em seu discurso, ele enfatizou: "Temos que proteger o STF de Alexandre de Moraes, o STF não é Alexandre de Moraes, o Judiciário não é Alexandre de Moraes". Essa retórica foi acompanhada por seu vice, Alfredo Gaspar, que reforçou que "não existe Lula sem Moraes e não existe Moraes sem Lula".
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que também é candidato à reeleição, abordou as "revelações" sobre Alexandre de Moraes e pediu que todos se submetam ao império da lei, destacando que "doa o que doer, custe o que custar". A presença de Tarcísio e outros candidatos ao Senado, como Gustavo Gayer e Guilherme Derrite, reforçou a união dos grupos em torno de um discurso crítico ao governo atual.
Além de Flávio Bolsonaro, outros candidatos como Romeu Zema, do partido Novo, também participaram das manifestações Na Avenida Paulista. Zema criticou a atitude de ministros do STF, incluindo Flávio Dino e Alexandre de Moraes, referindo-se a eles como parte de uma "turminha" que deseja manter o status quo.
No Rio de Janeiro, o psiquiatra Augusto Cury se reuniu com seus apoiadores para defender a independência do STF, enfatizando a importância da transparência e do respeito à Corte. Sua fala foi direcionada a garantir que ministros como André Mendonça e Fachin possam atuar livremente em investigações sobre corrupção.
A mobilização do 7 de Setembro incluiu ainda Ronaldo Caiado em Goiânia e apoiadores de Bolsonaro em Belo Horizonte, mostrando uma ampla articulação entre diferentes lideranças da direita no país. Os atos foram marcados por um forte tom de crítica ao governo de Lula e ao papel de Alexandre de Moraes no Judiciário, refletindo um ambiente político tenso e polarizado.





