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Cemitérios de Foz do Iguaçu enfrentam crise com corpos aguardando sepultamento

A falta de vagas nos cemitérios de Foz do Iguaçu se agrava, com cinco corpos não identificados em câmaras frias do Hospital Municipal. A Prefeitura e a...

A situação nos cemitérios de Foz do Iguaçu se tornou crítica devido à escassez de vagas gratuitas. Atualmente, cinco corpos liberados para sepultamento estão armazenados em câmaras frias do Hospital Municipal Padre Germano Lauck, à ESPERA de espaço para o enterro. Nesta quinta-feira, 3 de setembro de 2026, cinco das nove vagas disponíveis nas câmaras do hospital estavam ocupadas por esses corpos, que pertencem a pessoas não identificadas e aguardam sepultamento gratuito.

Além dos cinco corpos mencionados, há um outro sob a responsabilidade da Polícia Científica, que ainda está em processo de identificação e localização de familiares. Este corpo não é contabilizado entre as cinco pessoas que já aguardam uma vaga para sepultamento, evidenciando ainda mais a situação delicada enfrentada pela cidade.

A crise ocorre em meio a um impasse entre a Prefeitura e a Camis, a concessionária responsável pela administração dos cemitérios municipais. Para tentar solucionar o problema, uma das medidas implementadas foi a exumação de corpos em jazigos gratuitos. Nos últimos dois meses, dez jazigos foram abertos no Cemitério Municipal Parque Nacional, mas apenas um corpo foi liberado, pois nos outros jazigos os corpos ainda se encontram preservados e não puderam ser removidos.

A Camis informa que está trabalhando para liberar cerca de 14 jazigos ainda em setembro, embora não tenha uma data definida para isso. A Prefeitura, por sua vez, também enfrenta dificuldades em exumações de corpos sepultados durante a pandemia de Covid-19, uma vez que os procedimentos adotados para evitar a contaminação podem ter retardado o processo de decomposição.

Historicamente, Foz do Iguaçu registra uma média de aproximadamente 24 sepultamentos gratuitos por mês. No entanto, entre janeiro e agosto de 2026, essa média caiu para cerca de 19,4 sepultamentos mensais, o que contribui para a atual situação de emergência.

Em resposta ao problema, a Prefeitura já realizou levantamentos técnicos nos cemitérios para identificar espaços utilizáveis. A Secretaria Municipal de Meio Ambiente deverá analisar os dados e elaborar um relatório sobre a possível aplicação de penalidades à concessionária, embora a abertura do procedimento não indique culpa prévia.

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