A descoberta de 30 fuzis em Pedro Juan Caballero, no Paraguai, gerou novas investigações sobre uma possível rota de ARMAS que pode estar abastecendo grupos criminosos no Brasil. O arsenal foi encontrado no último domingo (30) no bairro Virgen de Caacupé, cidade paraguaia que faz fronteira com Ponta Porã, em Mato Grosso do Sul. As autoridades locais indicam que as ARMAS seriam destinadas ao Comando Vermelho, organização criminosa com forte atuação no Rio de Janeiro.
A operação foi realizada por agentes da Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai (SENAD), que prenderam os irmãos Blas Antonio Figueredo, de 33 anos, e Fredy Alberto Figueredo, de 38. A investigação teve início após informações de que os dois estariam negociando ARMAS no mercado clandestino. A SENAD relatou que os suspeitos já haviam se comunicado com membros do Comando Vermelho para discutir o envio dos fuzis ao Brasil.
A situação é monitorada de perto, especialmente pela conexão com um arsenal apreendido anteriormente na região de Alto Paraná, onde se localiza Ciudad del Este. Em 29 de julho, outros 20 fuzis foram encontrados em Santa Rosa del Monday, a cerca de 40 quilômetros de Ciudad del Este, resultando na prisão de um policial paraguaio. Naquela ocasião, as ARMAS também seriam transportadas para Ciudad del Este, levantando a suspeita de que poderiam seguir para o território brasileiro posteriormente.
Agora, os investigadores estão avaliando se os dois carregamentos de fuzis têm a mesma origem, o que poderia indicar uma estrutura maior de tráfico internacional de ARMAS. A apreensão dos 30 fuzis, que possuem calibre 7,62, chamou a atenção das autoridades, que acreditam que parte das ARMAS pode ter vindo da Alemanha e da Espanha.
Somando as apreensões, o volume total chega a 50 fuzis em um intervalo de pouco mais de um mês. A investigação está focada em descobrir como as ARMAS chegaram ao Paraguai, quem financiou a compra e qual rota foi utilizada para que o arsenal atravessasse a fronteira e chegasse ao Brasil.





