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Lula condiciona criação do Ministério da Segurança Pública à aprovação de PEC no Congresso

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a criação do Ministério da Segurança Pública está vinculada à aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC)...

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, comunicou nesta quinta-feira (27) que a instituição do Ministério da Segurança Pública está diretamente ligada à aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) relacionada ao tema no Congresso Nacional. A afirmação foi feita durante uma entrevista ao Jornal Nacional.

Lula revelou que, nesta semana, participou de encontros com os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre, com o intuito de avançar na tramitação da PEC na Casa Alta, além de discutir outros assuntos relevantes para o Legislativo. "Assim que a PEC da Segurança Pública for aprovada, criaremos o Ministério da Segurança Pública. É essencial definir a participação de cada esfera de governo na Segurança Pública: União, estados e municípios. A partir disso, vamos atuar de forma robusta", declarou o presidente.

Durante a conversa, o presidente esclareceu que a responsabilidade do governo federal abrange apenas a Polícia Federal (PF), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Polícia Penal. Ele lembrou que, ao elaborar a Constituição Federal em 1988, a Constituinte decidiu que a Segurança Pública ficaria sob a responsabilidade dos estados, em resposta ao descontentamento da sociedade com a influência militar nas polícias estaduais.

Em outro ponto de sua fala, Lula reafirmou que não irá interferir nas investigações da PF que envolvem seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. Ele enfatizou que sua postura é distinta da adotada por outros ex-presidentes, fazendo uma referência ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

O presidente recordou que, em abril de 2020, o senador Sergio Moro, do PL, acusou Bolsonaro de interferir politicamente na PF e de realizar mudanças nas Superintendências Regionais. Uma gravação de uma reunião ministerial daquele mês evidenciou essa intenção do ex-capitão da reserva, que pretendia proteger sua família.

Lula manifestou confiança na inocência de seu filho, mas destacou que ele deve provar sua não culpabilidade. "Sou o primeiro a querer que tudo seja investigado", afirmou. Quanto às mensagens encontradas no celular da lobista Roberta Luchsinger, o presidente argumentou que elas não constituem provas de uso de recursos públicos em prol da empresária ou de encontros entre ela e ministros do governo.

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