Khalid Sheikh Mohammed, considerado o principal responsável pelos atentados de 11 de setembro de 2001, terá seu julgamento agendado para junho de 2028. A informação foi divulgada por um porta-voz do tribunal militar americano na base de Guantánamo, localizada em Cuba, nesta quinta-feira (27).
Mohammed está detido em Guantánamo desde 2006, após ter sido capturado no Paquistão em março de 2003. Antes de sua prisão, ele era um dos principais colaboradores de Osama bin Laden, líder da Al-Qaeda. Durante três anos, o acusado permaneceu em instalações secretas da CIA, onde enfrentou diversas controvérsias relacionadas à sua detenção.
O julgamento de Mohammed já foi adiado em várias ocasiões, e no ano anterior, um acordo de confissão de culpa foi retirado, o que poderia ter evitado uma condenação à pena de morte. Como engenheiro, ele se declarou responsável pela concepção dos atentados de 11 de setembro “de A a Z” e também está ligado a outros planos de ataque contra Os Estados Unidos.
Os atentados de 11 de setembro resultaram na morte de quase 3.000 pessoas, com os aviões sequestrados colidindo contra as Torres Gêmeas em Nova York e o Pentágono em Washington. Um quarto avião caiu em um campo na Pensilvânia, evitando um ataque a um possível alvo. Além disso, Mohammed alega ter participado do atentado a bomba no World Trade Center em 1993, que causou a morte de seis pessoas, e da decapitação do jornalista americano Daniel Pearl em 2002.
Os Estados Unidos utilizam a base de Guantánamo para manter prisioneiros envolvidos na “guerra contra o terrorismo”, que se intensificou após os ataques de 2001. A estrutura tem sido alvo de críticas constantes devido às alegações de violação dos direitos humanos, e em seu auge, abrigou cerca de 800 prisioneiros, a maioria dos quais foi posteriormente transferida para outros países.





