Na última terça-feira (25), o Governo do Paraná, através da Casa Militar e da Secretaria de Estado da Saúde (SESA), efetuou o transporte aéreo de órgãos para transplante, beneficiando nove pacientes. A operação teve início às 7 horas da manhã e se prolongou por sete horas, com a coleta e entrega dos materiais a instituições responsáveis. Durante a missão, foram captados três fígados, dois rins e quatro córneas de três doadores distintos.
O primeiro-tenente da Polícia Militar Daniel Marçal Júnior, que pilotou a aeronave, ressaltou a importância do tempo nesse tipo de operação, uma vez que cada órgão possui um período limitado de preservação. Ele destacou que o uso de aeronaves reduz significativamente o tempo de deslocamento, ampliando o alcance das captações. “Essas duas missões realizadas em um único dia demonstram, na prática, a importância do transporte aéreo para reduzir essas distâncias e, principalmente, ganhar um tempo precioso para quem aguarda um transplante”, afirmou.
A Casa Militar, por meio da Divisão de Transporte Aéreo, disponibiliza cinco aviões e um helicóptero para essas operações. Desde 2019, foram realizadas 848 missões de traslado de órgãos e tecidos, totalizando 2.415 horas de operação. Somente em 2026, o Paraná realizou 95 ações, acumulando quase 287 horas de atividade. A rapidez proporcionada pelo transporte aéreo é um dos fatores que mantém o estado como referência nacional em transplantes de órgãos.
Além da agilidade, a organização e a logística especializadas são fundamentais para o sucesso do sistema. O trabalho integrado e os investimentos constantes em capacitação têm permitido que o Sistema Estadual de Transplantes do Paraná mantenha uma análise rápida e eficiente, contribuindo para resultados cada vez melhores.
O processo de doação de órgãos começa quando um paciente internado apresenta suspeita de morte encefálica. Após a confirmação do diagnóstico por meio de exames, a família é consultada sobre a possibilidade de doação. Com a autorização, a Central Estadual de Transplantes coordena a identificação de receptores compatíveis e organiza toda a logística necessária para a captação e transporte dos órgãos, respeitando os critérios do Sistema Nacional de Transplantes.
Um único doador pode beneficiar até oito pessoas, o que ajuda a reduzir o tempo de espera de pacientes que necessitam de transplantes para melhorar sua qualidade de vida. No Paraná, são realizados transplantes de diversos órgãos, como rim, fígado, coração, pulmão e pâncreas, além de tecidos como córneas, pele, ossos e válvulas cardíacas. Dependendo das condições clínicas, um único doador pode impactar positivamente a vida de vários pacientes que aguardam por um transplante.





