O Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) concluiu a avaliação do tornado que afetou a zona rural de Piraí do Sul, nos Campos Gerais, em 8 de agosto. O fenômeno foi classificado como F3 na Escala Fujita, com rajadas de vento estimadas entre 253 km/h e 332 km/h. A análise incluiu inspeções em campo, imagens de radar e levantamento por drone, confirmando uma trajetória contínua de pelo menos 17,3 km.
A supercélula que gerou o tornado teve sua formação impulsionada pela presença de ar quente e úmido oriundo do Norte do Brasil, em decorrência de um sistema de baixa pressão que se estabeleceu sobre o Paraguai. O avanço de uma frente fria pelo Sul do país contribuiu para aumentar a umidade, enquanto o cisalhamento do vento favoreceu o desenvolvimento de tempestades organizadas, criando um ambiente propício para a ocorrência do tornado entre a tarde e o início da noite do dia 8 de agosto.
A reconstrução da trajetória e a avaliação da intensidade dos ventos foram realizadas por meio de um esforço integrado entre o Simepar e a Defesa Civil do Paraná. As imagens capturadas pela população durante a passagem do tornado foram fundamentais para entender a formação, intensificação e dissipação do fenômeno. Além disso, a movimentação de detritos e a deformação da vegetação foram analisadas por meio de vídeos e visitas de campo.
A determinação da intensidade dos ventos foi baseada nos critérios da Escala Fujita, levando em conta os danos observados, como o colapso severo de estruturas de alvenaria e madeira, além da destruição de uma torre de transmissão de energia elétrica. As análises mostraram que materiais como pedaços de madeira e telhas cerâmicas foram arremessados com grande força.
Em resposta à situação, foi organizada uma remessa de ajuda humanitária para Piraí do Sul, incluindo 50 cestas básicas, colchões, kits dormitório, kits de higiene e kits de limpeza. As doações visam auxiliar os afetados pelo desastre natural, que causou significativos impactos na localidade.





