Markenson Marques dos Santos, anunciado como segundo suplente do candidato ao Senado Deltan Dallagnol, enfrentou uma ação de execução fiscal movida pela Prefeitura de Curitiba referente a uma dívida de IPTU e taxa de coleta de lixo. A cobrança, que totalizava R$ 9.323,85, foi protocolada em maio de 2018 pela Procuradoria-Geral do Município após a inscrição do débito em dívida ativa.
O empresário, após ser notificado sobre a execução, apresentou um comprovante de pagamento integral da dívida, além de custas processuais que somaram R$ 10.489,77. Em nota, ele esclareceu que possui diversos imóveis e que realiza o pagamento do IPTU de todos eles. Markenson atribuiu a falta de pagamento a um extravio do carnê de cobrança de um dos imóveis, afirmando que, assim que teve conhecimento da pendência, quitou o valor imediatamente e o processo foi extinto pelo juiz ainda em 2018.
Ele também destacou que paga IPTU de imóveis destinados a obras sociais, como os vinculados ao Instituto Novas Histórias. A situação da dívida foi revelada após sua nomeação como suplente, chamando atenção para sua posição como empresário, sócio ou ex-sócio em 11 empresas, incluindo a Cargolift Logística S.A., que possui um capital social superior a R$ 32 milhões.
Além da questão fiscal, Markenson Marques tem um histórico de doações em campanhas eleitorais. Entre os beneficiados por suas contribuições estão a presidente do PP estadual, Maria Victoria, com R$ 5.044,00, o vereador de Curitiba Guilherme Kilter, que recebeu R$ 10.444,00, e Deltan Dallagnol, que recebeu R$ 24.044,00. Ele também fez doações para Jair Bolsonaro, totalizando R$ 20.044,00.
Recentemente, Marques contribuiu com R$ 5.044,00 para a campanha de Renan Machado, que buscava uma vaga na Câmara de Vereadores de São José dos Pinhais em 2024, mas ficou como suplente. Renan atualmente ocupa o cargo de superintendente de atendimento da Defesa Civil da cidade, que é administrada pela prefeita Nina Singer, aliada de Ratinho Junior.
A relação de Markenson com Deltan Dallagnol remete também aos tempos da Lava Jato, quando ele personalizou 20 carretas da frota de sua empresa para divulgar a operação nas rodovias do país.





