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Lula e Alcolumbre terão novo encontro para discutir PEC do trabalho

O presidente Lula se reunirá novamente com Davi Alcolumbre na próxima semana, em meio a negociações sobre a proposta de emenda à Constituição que visa alterar a...

O presidente da República, Lula, agendou um novo encontro com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para a próxima semana. A informação foi divulgada pela líder do governo na Casa Alta, Teresa Leitão.

Esse encontro ocorre poucos dias após a reunião realizada na noite de terça-feira (4), que marcou a retomada das conversas entre Lula e Alcolumbre após um intervalo de cerca de três meses e meio. O jantar foi promovido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), com a intenção de reaproximar as partes envolvidas.

Entre os assuntos em pauta, destaca-se a proposta de emenda à Constituição que visa o fim da escala de trabalho 6×1. O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, afirmou que, até o momento, não foi firmado um compromisso para destravar a tramitação da proposta, mas expressou a expectativa de que um entendimento seja alcançado nas semanas seguintes.

Boulos ressaltou que o governo concentrará seus esforços no Congresso nas duas semanas que antecedem as eleições, buscando avançar na PEC. Ele classificou o fim da escala 6×1 como a principal prioridade legislativa do Executivo para o segundo semestre. Além disso, movimentos sociais e centrais sindicais planejam mobilizações em todas as capitais na próxima segunda-feira (10) em apoio à proposta.

A proposta de emenda à Constituição está parada no Senado há pouco mais de dois meses, após ter sido aprovada em dois turnos pela Câmara dos Deputados em 27 de maio. A emenda prevê a implementação da escala 5×2 e a redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 42 horas, com uma futura diminuição para 40 horas.

A expectativa do governo é que Alcolumbre encaminhe a proposta à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), uma etapa necessária antes de sua análise pelo plenário do Senado. Boulos também destacou que o Executivo não pretende negociar novas alterações no texto já aprovado pela Câmara, justificando que a proposta já passou por modificações durante sua tramitação naquela Casa.

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