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Ministério Público arquiva inquérito contra Presidente do Conselho do São Paulo

O Ministério Público de São Paulo decidiu arquivar o inquérito que investigava o Presidente do Conselho Deliberativo do São Paulo, Olten Ayres de Abreu Júnior, por falsidade...

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) arquivou o inquérito que investigava Olten Ayres de Abreu Júnior, Presidente do Conselho Deliberativo do São Paulo, por suposta falsidade ideológica. A decisão foi assinada pela promotora Daniela Domingues Hristov, da 4ª Promotoria de Justiça Criminal da Capital, que afirmou que não foi comprovada a prática de crime.

A investigação da Polícia Civil havia indiciado Abreu Júnior na semana anterior, sob a acusação de que ele teria forjado um parecer do Conselho Consultivo para apoiar a reforma estatutária do clube. O documento, redigido por Guilherme Salutti, foi assinado sem a realização de uma reunião formal do colegiado.

De acordo com a análise do MP-SP, o parecer do Conselho Consultivo era meramente opinativo e não tinha a capacidade de alterar o estatuto social do São Paulo. A promotora esclareceu que o documento não indicava a realização de reuniões e que seu conteúdo se limitava a expressar opiniões, sem intenção de criar obrigações ou prejudicar direitos.

O advogado de Olten Ayres, Jair Jaloreto, reafirmou a posição do MP-SP, destacando que a promotora demonstrou de forma clara que não estavam presentes os requisitos para considerar a ocorrência de qualquer ilícito penal.

A Polícia Civil havia indiciado Abreu Júnior com base na alegação de que ele havia declarado uma deliberação que nunca ocorreu. O documento foi assinado por dois conselheiros, que confirmaram a falta de uma reunião formal, afirmando que o texto refletia apenas “conversas isoladas”. Eles também renunciaram ao colegiado, o que foi interpretado pelo delegado Tiago Fernando Correia como um repúdio às assinaturas.

Esse caso se insere em um contexto de crise institucional no São Paulo, que teve início em 15 de dezembro de 2025, quando áudios sobre a suposta exploração ilegal de camarotes foram divulgados, gerando uma crise de governança. Na mesma época, começaram as discussões sobre a reforma estatuária, que teve uma proposta formalizada dois dias após os acontecimentos. A sequência de eventos foi vista pela polícia como uma estratégia para contenção de danos.

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