O Brasil negou o visto de dois oficiais do Departamento de Estado dos Estados Unidos, que planejavam visitar o país com o intuito, segundo informações, de deslegitimar o sistema eleitoral brasileiro. A negativa ocorreu a pedido do presidente dos EUA, Donald Trump, e do Secretário de Estado, Marco Rubio.
O Itamaraty confirmou que a entrada foi negada para Riley Barnes, secretário-assistente, e Samuel Samson, secretário-assistente adjunto. Ambos foram mencionados em diálogos de oficiais dos EUA com um veículo de comunicação americano, que indicavam que a dupla seria designada para desembarcar no Brasil, embora o propósito da viagem não tenha sido detalhado.
Riley Barnes, natural de Uvalde, no Texas, possui formação em Ciência Política pela Universidade Washington e um mestrado em Relações Internacionais. De acordo com o site do Departamento de Estado dos EUA, ele atua como subsecretário do Departamento de Democracia, Direitos Humanos e Trabalho desde 2025. Neste ano, recebeu a indicação de Marco Rubio para ser o Coordenador Especial dos Estados Unidos para Questões Tibetanas e recebeu a atribuição de Embaixador Extraordinário para a Liberdade Religiosa Internacional.
Antes de assumir o cargo atual, Barnes trabalhou em várias funções no Departamento de Estado, onde iniciou sua carreira em 2018. Ele também foi conselheiro sênior do subsecretário para Assuntos Políticos e redator-chefe de discursos do secretário. Além disso, exerceu a função de redator-chefe de discursos do então líder adjunto da maioria no Senado, John Cornyn, do Texas.
Samuel Samson, com 27 anos, é o subsecretário-adjunto de Estado para o Escritório de Democracia, Direitos Humanos e Trabalho. De acordo com informações, a intenção dos EUA ao enviar a missão era elaborar um relatório que poderia ser utilizado para questionar a legitimidade do sistema de votação eletrônica brasileiro.
O governo brasileiro já havia identificado a intenção da Casa Branca em 20 de julho, quando soube que o Departamento de Estado dos EUA havia solicitado os vistos ao Consulado do Brasil em Washington. Um alerta foi gerado quando o senador Flávio Bolsonaro se reuniu com embaixadores no dia seguinte, 21, onde mencionou suspeitas, já negadas pelo Tribunal Superior Eleitoral, sobre as urnas eletrônicas.







