O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, divulgou, neste sábado (25), que a Federação Russa solicitou à Coreia do Norte o envio de 30.000 soldados para auxiliar em sua guerra contra a Ucrânia. Zelensky mencionou que desde junho estão em curso preparativos na região russa de Voronej para a recepção desses militares.
A região de Voronej, que faz fronteira com a Ucrânia, também deve receber lançadores adicionais de mísseis balísticos provenientes da Coreia do Norte. O presidente ucraniano destacou as implicações desse deslocamento, afirmando que não se trata apenas de uma ameaça à Ucrânia, mas que a Rússia está contribuindo para que a Coreia do Norte aprenda sobre a guerra, aprimorando suas armas e adquirindo experiência de combate.
Segundo Zelensky, essa colaboração entre a Rússia e a Coreia do Norte representa um risco considerável para todos os países da Ásia que estão dentro do alcance dos mísseis norte-coreanos. A declaração ocorreu após a visita da ministra das Relações Exteriores da Coreia do Norte, Choe Son Hui, a Moscou, onde a parte norte-coreana expressou apoio às políticas da Federação Russa.
Durante a visita, a agência oficial de notícias da Coreia do Norte, KCNA, publicou que Pyongyang apoia as iniciativas da Rússia para resolver o conflito ucraniano e defender sua soberania e integridade territorial. Desde o início da guerra na Ucrânia em 2022, as relações entre a Coreia do Norte e a Rússia se tornaram mais estreitas.
A Coreia do Norte já havia enviado milhares de soldados à região russa de Kursk para ajudar na defesa durante uma contraofensiva ucraniana entre 2024 e 2025. Além disso, o país tem fornecido armas e munições à Rússia. Estima-se que cerca de 2.000 soldados norte-coreanos tenham perdido a vida em combates no campo de batalha.







