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Pautas prioritárias de Lula devem ficar sem votação antes do recesso no Senado

As pautas prioritárias do governo de Luiz Inácio Lula da Silva não devem ser apreciadas pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, antes do recesso parlamentar, que ocorre...

As pautas consideradas prioritárias pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não devem ser analisadas pelo presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), antes do recesso parlamentar, que acontece entre os dias 18 e 31 de julho.

A relação entre Lula e Alcolumbre se tornou tensa desde a rejeição da nomeação do advogado-geral da União, Jorge Messias, como ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), ocorrida em abril. Desde então, aliados do presidente têm feito críticas ao senador, e a articulação da base governista no Senado tem se mostrado ineficaz, resultando na paralisação das pautas prioritárias do Governo Federal.

Entre as principais pautas que permanecem sem avanço está a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que busca o fim da Escala 6 x 1. O texto, que foi aprovado na Câmara dos Deputados em maio, ainda não foi analisado pelas comissões do Senado, o que impede seu progresso.

Além da PEC sobre a Escala 6 x 1, outros projetos de interesse do Governo também se encontram estagnados na pauta do Senado. A PEC da Segurança Pública, que foi aprovada pela Câmara em março, ainda aguarda apreciação na Comissão de Constituição e Justiça do Senado. Essa proposta inclui medidas para enfrentamento da criminalidade, como a criação do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP).

Outro projeto relevante é o PL das terras raras, que está sob análise da Comissão de Infraestrutura do Senado e também precisa passar pela CCJ antes de ser votado. Esse projeto visa regulamentar o setor de terras raras no Brasil.

Diante das dificuldades para negociar com Alcolumbre, Lula já promoveu duas trocas na liderança do governo no Senado em um curto intervalo de tempo. A primeira mudança foi motivada por uma investigação da Polícia Federal (PF) envolvendo o senador Jaques Wagner (PT-BA), no contexto do Caso Master. A senadora Teresa Leitão (PT-PE) assumiu inicialmente a liderança, mas foi substituída em menos de duas semanas pelo senador Camilo Santana (PT-CE). Apesar da troca, Teresa deve continuar participando das articulações.

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