O presidente Luiz Inácio Lula da Silva nomeou a advogada Nicole Trauczynski Muffone para assumir uma vaga de juíza no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), destinada exclusivamente a mulheres. A oficialização da nomeação foi publicada no Diário Oficial da União, e Nicole preencherá a posição anteriormente ocupada pelo advogado José Rodrigo Sade, completando assim o colegiado do tribunal paranaense.
A decisão de Lula em escolher Nicole Muffone chamou a atenção do cenário jurídico e provocou desconforto entre aliados tradicionais do PT no Paraná, sugerindo possíveis rupturas em algumas alianças. Apesar de não ser considerada a favorita na disputa, ela superou outras candidatas, como Ana Carolina de Camargo Clève e Tatiane de Cássia Viese, que TAMBÉM estavam na corrida pela vaga.
A articulação política para a nomeação de Nicole é atribuída, em parte, à deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR) e ao Grupo Prerrogativas, um coletivo de advogados e juristas que se destacou durante a Operação Lava Jato, defendendo direitos no sistema judicial e o amplo direito de defesa. A influência deste grupo foi crucial para a escolha, que surpreendeu muitos no meio político.
Além de Gleisi, o ex-juiz do TRE Júlio Jacob TAMBÉM foi mencionado como um dos apoiadores da indicação de Nicole para a Corte Eleitoral do Paraná. A experiência da advogada nas áreas eleitoral e criminal, somada a sua atuação em casos relacionados à Lava Jato, foram fatores que contribuíram para a decisão do presidente Lula.
A escolha de Nicole Muffone, no entanto, não foi bem recebida por figuras proeminentes do PT no Paraná, como os advogados Rochinha, Manoel Caetano e Guilherme Gonçalves. Este último, que sempre atuou em favor de Paulo Bernardo e Gleisi, havia defendido a candidatura de Carolina Cleve, filha do advogado Clèmerson Merlin Clève, que TAMBÉM contava com o apoio de deputados da legenda.
Durante a formação da lista tríplice no Tribunal de Justiça do Paraná, Gonçalves chegou a afirmar que não atuaria na Corte Eleitoral se Carolina Cleve fosse a escolhida, evidenciando sua expectativa em relação à indicação. Recentemente, ele foi contratado para trabalhar na campanha de reeleição do senador Eduardo Braga (MDB) no Amazonas, em parte devido à crença na indicação de Carolina para o TRE paranaense.







