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Flávio Bolsonaro solicita mudança na relatoria do caso Dark Horse no STF

A defesa do senador Flávio Bolsonaro requereu ao STF que o ministro Flávio Dino seja substituído na relatoria da investigação sobre emendas parlamentares ligadas ao filme Dark...

A Defesa de Flávio Bolsonaro, senador pelo PL, protocolou um pedido ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, solicitando a transferência da relatoria da investigação sobre supostos repasses irregulares de emendas a entidades ligadas ao filme Dark Horse, atualmente sob responsabilidade do ministro Flávio Dino. Os advogados argumentam que o ministro André Mendonça, que já supervisiona investigações acerca do Banco Master e seu fundador, Daniel Vorcaro, deveria ser o responsável por essa apuração, devido à relação entre os casos.

Os defensores de Flávio Bolsonaro afirmam que a unificação das investigações em um único gabinete pode prevenir a ocorrência de decisões conflitantes. A investigação em questão foi desencadeada por um inquérito aberto por Flávio Dino, que autorizou a Polícia Federal a investigar a possível irregularidade no repasse de R$ 2 milhões em emendas parlamentares que o deputado federal Mário Frias teria enviado a uma ONG de Karina Ferreira, proprietária da Produtora de Dark Horse.

O filme Dark Horse retrata a ascensão de Jair Bolsonaro à Presidência da República em 2018 e a justificativa para as emendas alega o financiamento de dois projetos sociais. A abertura da investigação ocorreu após um pedido da deputada Tabata Amaral, cujo gabinete identificou conexões entre empresas de Karina e indícios de que as emendas poderiam favorecer o filme. Flávio Dino TAMBÉM está relatando uma ação que diz respeito à transparência na execução de emendas parlamentares.

Além disso, a ação que André Mendonça está relatando investiga se a significativa contribuição de Daniel Vorcaro para a produção do filme está vinculada ao financiamento da estadia de Eduardo Bolsonaro, ex-deputado, nos Estados Unidos. Parte do valor total de R$ 134 milhões negociado entre a família Bolsonaro e Vorcaro foi destinada a um fundo no Texas, onde Eduardo reside, e do qual o advogado Paulo Calixto, associado ao ex-deputado, é um dos gestores.

Esse processo, que inicialmente foi atribuído ao ministro Alexandre de Moraes devido à sua relação com um inquérito sobre a atuação de Eduardo nos EUA, foi redistribuído para André Mendonça após um parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR), que considerou haver uma conexão mais forte com o caso relacionado ao Banco Master.

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