Os documentos aos quais se teve acesso mencionam perfis como Radar do Planalto e Dossier Brasil 24h, que foram registrados na plataforma Meta de forma quase simultânea e sem a devida identificação de seus responsáveis. A solicitação de Frias inclui a preservação de dados técnicos e financeiros relacionados a essas páginas.
Frias aponta indícios de financiamento oculto, abuso de poder econômico e o uso de interpostas pessoas para ocultar os verdadeiros patrocinadores dos anúncios. A decisão sobre a abertura de um procedimento formal ficará a cargo da PGR e da Procuradoria Eleitoral.
Em uma declaração, Mário Frias destacou que os elementos apresentados sugerem uma coordenação operacional plausível ou, no mínimo, um compartilhamento de infraestrutura técnica comum. Ele argumenta que não se trata de ações independentes e espontâneas de usuários distintos, mas que, ao contrário, os documentos sugerem a existência de uma estrutura centralizada ou articulada para a produção, distribuição, impulsionamento e financiamento de conteúdo político patrocinado.
A investigação pode revelar detalhes sobre a origem dos recursos utilizados e a real intenção por trás das campanhas que visam desestabilizar a imagem de Flávio Bolsonaro e Tarcísio de Freitas, num contexto político já marcado por disputas acirradas e polarização.







