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Tico Kuzma se pronuncia após operação policial que investiga ‘rachadinha’

Após ser alvo de uma ação do Gaeco, Tico Kuzma afirma ter compromisso com a verdade e diz que Câmara de Curitiba colaborará com as investigações. Ele...

O presidente da Câmara Municipal de Curitiba, Tico Kuzma (PSD), manifestou sua tranquilidade e disposição para colaborar após ser alvo de uma ação policial realizada na última segunda-feira (29). A operação, conduzida por Agentes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná, incluiu mandados de busca e apreensão em seu gabinete.

Kuzma é investigado por supostas práticas de "rachadinha", que envolve a devolução de parte dos salários de funcionários comissionados, e a venda de cargos na administração pública municipal. Em nota, o vereador destacou que não recebeu informações formais sobre os motivos da operação e que está em busca de esclarecimentos junto às autoridades competentes. "Neste momento, ainda não tenho conhecimento formal sobre os fatos que motivaram a medida", afirmou.

O presidente da Câmara ressaltou que a instituição está disponível para colaborar com as investigações. Ele garantiu que, assim que tiver acesso oficial ao conteúdo da investigação, se compromete a informar a população, a imprensa e os demais vereadores sobre os desdobramentos.

Tico Kuzma TAMBÉM fez considerações sobre o contexto político que envolve a ação. Ele sugeriu que o período pré-eleitoral pode levar à disseminação de ataques e narrativas que visam desestabilizar a reputação de agentes públicos. "Quem vive a vida pública sabe que, especialmente quando se aproxima um período eleitoral, surgem pessoas de má-fé criando fatos e narrativas para atingir reputações", declarou.

A Operação Prática Corrente, que investiga Tico Kuzma, cumpriu 13 mandados de busca e apreensão. De acordo com a promotora de Justiça Nicole Gonçalves, do MP-PR, o vereador é suspeito de vender cargos na Prefeitura de Curitiba por R$ 3 mil. Além disso, a investigação aponta que o servidor permaneceria no cargo por cerca de dois anos e devolveria parte dos rendimentos recebidos, configurando a prática de "rachadinha".

Durante a operação, foram apreendidos celulares, computadores e anotações, que passarão por perícia. Os investigadores TAMBÉM encontraram R$ 37.550 em dinheiro na residência de um servidor, o que reforça as suspeitas de irregularidades na administração pública municipal.

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