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Perdas financeiras da Fifa com direitos de transmissão na Ásia chegam a US$ 240 milhões

A venda dos direitos de transmissão da Copa do Mundo de 2026 para a Ásia resultou em perdas significativas para a Fifa, que viu contratos desvalorizarem drasticamente,...

A Federação Internacional de Futebol (Fifa) enfrentou um grande revés financeiro com a venda dos direitos de transmissão da Copa do Mundo de 2026, que será realizada nos Estados Unidos, México e Canadá. A maioria das partidas ocorrerá durante a madrugada na Ásia, o que comprometeu as expectativas de audiência e, consequentemente, o interesse dos anunciantes. As emissoras asiáticas, diante do horário desfavorável e da ausência de seleções locais competitivas, se mostraram relutantes em pagar os altos valores exigidos pela entidade, resultando em perdas financeiras significativas.

Um dos casos mais emblemáticos desta situação ocorreu na China, onde a Fifa sofreu uma desvalorização recorde de 80% nas negociações. Inicialmente, a entidade solicitou US$ 300 milhões para ceder os direitos de transmissão, mas o China Media Group (CMG), que opera a CCTV, rejeitou a proposta, ciente de sua posição monopolista no mercado. As tratativas se estenderam até poucas semanas antes do início do torneio, quando a Fifa, temendo um apagão televisivo em um país com 1,4 bilhão de habitantes, aceitou um acordo de US$ 60 milhões.

Esse valor, embora substancialmente inferior ao inicialmente pedido, abrange não apenas a Copa do Mundo Masculina de 2026, mas também os direitos das edições de 2030 e dos Mundiais Femininos de 2027 e 2031. A falta de uma seleção chinesa na competição de 2026 foi um argumento utilizado pelo CMG para negociar um preço tão baixo, evidenciando a diminuição do poder de negociação da Fifa.

A situação também se agravou Na Índia, onde as emissoras de televisão apresentaram propostas financeiras baixas devido ao fuso horário desfavorável e à ausência da seleção nacional na competição. Além disso, a fusão de grandes conglomerados de mídia resultou em uma concorrência reduzida, enquanto a proibição de anúncios de apostas esportivas limitou ainda mais o orçamento disponível.

Esses eventos marcam um ponto crucial na economia do futebol, revelando que o crescimento das receitas de transmissão não é ilimitado. A resistência dos gigantes asiáticos em aceitar os preços inflacionados impostos pela Fifa ilustra a necessidade urgente de reavaliação nas futuras negociações da entidade, que deve considerar as limitações do mercado televisivo e os interesses dos espectadores globais.

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