A Polícia Civil do Paraná (PCPR) trouxe novas informações sobre o desaparecimento das primas Sttela Dalva Melgari Almeida e Letycia Garcia Mendes, ocorrido em Cianorte, no Norte do Estado. Em entrevista concedida na quinta-feira (18), o delegado Luis Fernando Alves Silva comentou sobre o andamento das investigações, que se dividem entre a busca pelas jovens e a localização do principal suspeito, Clayton Antonio da Silva Cruz, conhecido como "Cleitinho do Pó".
A PCPR recebeu informações de que Clayton possui imóveis alugados em Mandaguari, cidade onde já residiu. As buscas realizadas nessas propriedades resultaram em conversas com os inquilinos, com o intuito de descobrir como o suspeito continua a receber pagamentos de aluguel. O foco da investigação é entender a conexão entre esses imóveis e o desaparecimento das primas.
Na segunda-feira (15), a polícia realizou uma operação de busca em uma área de mata. O apresentador Bruno Peruka, da Rede Massa, informou que a PCPR encontrou materiais na localização, embora a natureza do que foi descoberto não tenha sido revelada. Todo o material coletado foi encaminhado para perícia, e a expectativa é que, se houver ligação com o caso, os resultados sejam divulgados em breve.
As primas estão desaparecidas desde o dia 21 de abril, após saírem para uma casa de show acompanhadas de Clayton. A principal suspeita é de que a negativa das jovens em manter um contato íntimo com o suspeito possa ter motivado o crime. Relatos de testemunhas indicam que o trio estava se divertindo próximo a uma mesa de bebidas, mas a situação se complicou quando Clayton tentou se aproximar de Sttela.
Desde o desaparecimento, Clayton Antonio da Silva Cruz está foragido, tendo sua prisão preventiva decretada em 29 de abril. Uma testemunha de 26 anos reconheceu o suspeito em Mandaguari, onde ele passou rapidamente no dia 11 de maio, Dia das Mães. Além disso, investigações indicam que o suspeito teria solicitado um empréstimo de R$ 25 mil a um agiota, possivelmente para fugir para outro estado.
Informações sobre o paradeiro de Clayton ou das primas podem ser repassadas anonimamente pelos números 181, 190 e 197. A continuidade das investigações pode levar a novos desdobramentos no caso, que segue sem solução até o momento.







