O Monitor de Secas, divulgado na quarta-feira (17 de junho de 2026), indica que a seca fraca recuou nas regiões Noroeste, Norte, Norte Novo e Central do Paraná, que agora não apresentam registros de seca relativa. A análise é realizada pela Agência Nacional de Águas em parceria com o Simepar – Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná.
Além do recuo nas áreas mencionadas, também houve diminuição da seca moderada no Norte Pioneiro, Noroeste, Campos Gerais, e nas zonas norte da Região Metropolitana de Curitiba, além de cidades no Sul, próximas à divisa com Santa Catarina. Em contraste, a seca moderada avançou em municípios do Sudoeste e Oeste, especialmente nas áreas de fronteira com o Paraguai e a Argentina.
O meteorologista Reinaldo Kneib, do Simepar, esclarece que a precipitação foi superior à média em algumas regiões nos últimos bimestres, o que contribuiu para a redução da seca. Entretanto, nas áreas de fronteira, as chuvas ficaram abaixo da média, resultando no aumento da seca moderada.
Os efeitos da seca podem ser sentidos tanto a curto quanto a longo prazo, especialmente nas regiões Centro-Leste e Nordeste do Paraná, impactando a agricultura. Nas demais áreas, os efeitos são mais imediatos, afetando as atividades agrícolas de forma mais acentuada.
O Boletim Agroclimático do Simeagro, publicado em maio, revelou que a área cultivada de milho, próxima da colheita, alcançou 2,9 milhões de hectares, a maior já registrada para a cultura no Estado. O trigo, beneficiado pelas condições de umidade do solo, avançou para 67% da área prevista.
Em maio, entre as 45 estações meteorológicas do Simepar com mais de cinco anos de operação, apenas nove registraram precipitações abaixo da média histórica. Em 18 estações, o volume médio histórico foi atingido nos primeiros dez dias do mês, contribuindo para um cenário de temperaturas médias dentro ou abaixo da média histórica em todo o Paraná.







